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“Ou a mulher é prestigiada e ganha centralidade em nossa cultura ou a felicidade do ser humano não vai ser completa”, afirma Ricardo Guimarães

O palestrante abordou o tema do seminário com questões científicas e antropológicas

Gabrielle Molento

Gabrielle Molento ,Filha de Claudia e Pedro

(Foto: Gustavo Morita)

(Foto: Gustavo Morita)

Ricardo Guimarães, pai de Ti, Subi, Leca, Peu e marido de Lili, iniciou sua palestra no 5º Seminário Internacional Pais&Filhos contando que, quando foi convidado para o bate-papo, achava que ia ser superfácil falar sobre o tema, mas então percebeu que não era — e que o assunto é séríssimo.

“Se mãe é o máximo, porque as pessoas tratam elas como se não fossem?”, Ricardo questionou à plateia.

Ricardo, que é Presidente da Thymus Branding desde 1998, disse que temos que entender como o mundo está hoje e que tudo está mudando. Ricardo mostrou um gráfico sobre a aceleração do tempo em nossas relações e como tudo está sendo passando mais rápido.

“As mães criavam seus filhos para lidar com um mundo com segurança e estabilidade. Mas com as informações e mudanças, tudo começou a ficar mais instável. O mundo e a tecnologia que estamos construindo precisa da consciência de pessoas vivas não máquinas. E é aí que a mãe se torna importante e começa a determinar a felicidade e a infelicidade das pessoas”, disse Ricardo.

O palestrante também entrou em questões biológicas, antropológicas e científicas para poder dar uma nova angulação sobre o tema do seminário.

De acordo com Ricardo, se pensarmos na teoria da evolução, pensamos que “mãe é o máximo” porque ela tem a função de perpetuar a espécie. “A natureza funciona para proteger a mãe. É ciência. É a natureza como ela é”, explicou.

Em imagem da Deusa mãe, da civilização neolítica, a mulher também representa o centro, cuidando da natureza. Isso mostra o arquétipo matriarcal. A Vênus de Willendorf, na Áustria, também mostrava o centro da maternidade naquela cultura.

Essa visão da mulher, no entanto, mudou quando Deus expulsou Adão e Eva do paraíso e isso trouxe um sentimento de culpa, dado pela figura patriarcal e o arquétipo de Deusa foi rebaixado para dona do lar. Quem passou a ficar no alto foi um Deus masculino que pune, quando antes era uma Deusa que acolhe. 

(Foto: Gustavo Morita)

(Foto: Gustavo Morita)

Depois de contar um pouco sobre o assunto, Ricardo questionou as mulheres como elas se sentem e, muitas afirmaram se sentirem abaixo do marido. Ricardo diz que é porque ainda estamos em uma fase patriarcal, onde o homem está no centro de tudo, e isso retarda a evolução da sociedade em relação a felicidade. “Qual o papel da mãe na formação de homens e mulheres que façam uma melhor escolha sobre nosso futuro, se mãe é o máximo?”, questionou o palestrante.

Ele explicou que as mulheres não se sentem confortáveis no mundo dos “homens”, que existe toda uma cultura que venera os homens, não as mulheres. E devemos buscar entrar em uma cultura de parceria. “Nós estamos em um momento de conscientização para sair do passada e entrar no futuro”, disse Ricardo.

“Ou a mulher é prestigiada e ganha centralidade em nossa cultura ou a felicidade do ser humano não vai ser completa”, concluiu.

Ricardo finalizou a palestra com música super-homem de Gilberto Gil.

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