6 formas simples de incentivar a inteligência emocional do seu filho

Pouco se fala sobre isso, mas garantir que as crianças aprendam sobre ela e como colocá-la em prática desde cedo ajuda a criar adultos mais resilientes

Resumo da Notícia

  • Desenvolver a inteligência emocional é algo importante a se fazer desde pequeno
  • Ela ajuda a criar crianças mais inteligentes
  • Veja 6 formas simples de fazer isso

O ano de 2020 não foi fácil para ninguém: desde às crianças, que precisaram aprender a ter aulas por meio de computadores, aos professores, que tiveram que se virar para conseguir ensinar dessa forma, até os pais, que precisaram se readaptar e conciliar o home office, trabalhos de casa e ainda ajudar os filhos com as aulas online. Não é preciso muitos estudos para comprovar que chegamos no nosso limite. Mas, com todas essas circunstâncias, como perseverar e ajudar os filhos a construir a resiliência necessária para manter a saúde mental?

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Veja maneiras de ajudar seu filho com a inteligência emocional (Foto: Getty Images)

Para Alicia Del Real, presidente do Center for Advanced Emotional Intelligence, uma empresa de consultoria organizacional e coaching executivo, tudo começa com o cultivo da inteligência emocional, que é basicamente a capacidade de nos tornarmos conscientes e controlar e expressar nossas emoções.

Pesquisas mostram que jovens com QE alto (que significa quociente emocional e é sinônimo de inteligência emocional) obtêm notas melhores, permanecem na escola e fazem escolhas mais saudáveis. Em outras palavras, existem benefícios reais e práticos no desenvolvimento da inteligência emocional nos filhos. Mas esse desenvolvimento não acontece por conta própria, é preciso cultivá-lo. A boa notícia é que fazer esse exercício não é lá um bicho de sete cabeças, mas requer certo planejamento. Aqui vão algumas dicas da profissional para que sua família consiga alcançar a tal inteligência emocional:

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Criar um estatuto familiar

Antes de começar sua busca para tornar sua família mais inteligente emocionalmente, certifique-se de que todos estejam informados sobre o porquê de tais escolhas. Em outras palavras, crie um estatuto familiar que defina como você deseja que a família se sinta e como você lidará de forma construtiva com os conflitos, tanto entre vocês quanto com o mundo exterior. Ter essa adesão desde o início ajudará a suavizar o caminho a seguir e a criar responsabilidade conjunta.

Valorize pequenos momentos

Quando o mundo parece frenético, caótico e girando fora do controle, uma das reações mais saudáveis ​​que você pode ensinar aos seus filhos é parar por um momento. Isso é simplesmente parar, respirar fundo, reconhecer o que está sentindo e visualizar a melhor maneira para lidar com a situação. Todos corremos o risco de sofrermos emocionalmente hoje em dia pelo ataque constante de situações estressantes ao nosso redor. Ensinar os filhos a ter pequenos momentos para analisar o que está acontecendo em situações de grande turbulência e incerteza pode ajudar não só eles, mas toda a família a ser mais resiliente.

É preciso saber lidar com as emoções negativas também (Foto: Getty Images)

Seja o exemplo

Por mais que você possa explicar o que é inteligência emocional e por que ela é tão importante, nada pode mostrar melhor aos seus filhos o verdadeiro impacto da QE do que usá-la na prática. Demonstre diariamente o poder da empatia, da compaixão e da autoconsciência. Quando as crianças veem em primeira mão alguém se comportando com inteligência emocional genuína, é muito mais provável que imitem e se beneficiem desse comportamento.

Comemore as vitórias do seu filho

Quando uma criança começa a demonstrar inteligência emocional, recompense e celebre esse comportamento. O reforço positivo é muito mais poderoso do que gastar energia repreendendo o comportamento negativo. Assim como você pode comemorar uma conquista atléticas ou acadêmicas dele, reconheça os marcos do EQ. Deixe seus filhos saberem como você fica orgulhosa deles quando demonstram atos de bondade, demonstram empatia pelos outros ou simplesmente exibem um elevado senso de autoconsciência.

Faça as pazes com seus próprios sentimentos

É importante que as crianças entendam que ser emocionalmente inteligente não significa rejeitar ou negar emoções negativas. Ter um QE alto não significa que você não sinta angústia, raiva ou tristeza. Significa que você sabe como reconhecer essas emoções e processá-las de maneira saudável e construtiva. As crianças precisam saber que não há problema em sentir o que estão sentindo, mas também podemos ensiná-los que há maneiras melhores de reagir a esses sentimentos negativos do que atacar. As crianças devem compreender que os pais e o resto da família estão lá para ajudá-los a falar sobre os sentimentos e que podem confiar em você quando estiverem tristes ou estressados. O desenvolvimento de um estatuto familiar pode ajudar a facilitar esse compartilhamento.

Refletir e revisitar

Finalmente, verifique periodicamente para ver como todos estão se saindo como família para se tornarem mais inteligentes emocionalmente. Revisite o estatuto da família e reconheça o progresso, bem como as áreas em que você pode fazer melhor. Faça disso uma experiência positiva e evoque momentos de equalização. Dê exemplos que podem ser replicados no futuro.

Além disso, uma maneira simples de lembrar os componentes para se tornar uma pessoa mais emocionalmente inteligente pode ser encontrada no “método da régua”, que significa reconhecer as emoções em si mesmo e nos outros, compreender as causas e consequências das emoções, rotular as emoções com precisão, expressar as emoções de forma adequada, e regular as emoções de forma eficaz.