84% das crianças ainda não foram vacinadas contra sarampo e poliomielite

Você já vacinou seu filho? Campanha de vacinação vai até o dia 31 de agosto

(Foto: iStock)
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Mesmo com as campanhas de vacinações contra poliomielite e sarampo a milhão, parece que as pessoas não estão muito interessadas em vacinar. De acordo com os números divulgados pelo Ministério da Saúde na última terça-feira (14), apenas 3,6 milhões de brasileiros foram vacinadas.

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O Ministério pretende vacinar mais de 11 milhões de crianças entre 1 e 5 anos até o dia 31 de agosto, mas até agora apenas 1,8 milhão foram vacinadas, ou seja, nem 17% do grupo de risco, segundo o portal Zero Hora. Sim, é preocupante pensar que mais de 84% das crianças ainda estão sem a cobertura.

Vale lembrar que no próximo sábado (18), mais de 36 mil postos estarão abertos a fim de mobilizar pais para levar seus filhos para vacinar. Então, caso você ainda não tenha levado seu filho, agora é a hora! E no caso da vacina contra sarampo, mesmo que ele já tenha as 2 doses, você pode vacinar uma terceira vez para uma maior proteção.

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Se o seu filho nunca tomou nenhuma dose para a poliomielite, ele receberá a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Caso ele já tenha tomado uma ou mais doses, ele receberá a Vacina Oral Poliomielite (VOP), mais conhecida como a gotinha. Agora se for para sarampo, a dose usada será da vacina tríplice viral, mas a criança não pode ter tomado nenhuma vacina nos últimos 30 dias.

Vamos bater na tecla da vacinação, sempre! Principalmente agora que os casos de sarampo no país só aumentam. O Ministério da Saúde divulgou que até terça-feira (14), já haviam mais de 1.206 casos confirmados, fora os que ainda estão sob investigação. O número é enorme e estamos torcendo para que não cresça.

A melhor opção é vacinar seu filho, sempre!

Algumas mães optam por não vacinar, se você é uma delas: os médicos afirmam que esta não é a melhor opção. Segundo Daniel Wagner, coordenador da infectologia clínica do Hospital da Criança, unidade do Jabaquara, filho de Silvia Margareth e Antônio Roberto (CRM: 118.838/SP), vacinar seu filho é um método de prevenção extremamente eficaz e seguro. O especialista tirou algumas das principais dúvidas sobre o assunto.

Quais são as principais vacinas?

Existem dois calendários de vacina: público e privado. A rede pública oferece o suficiente para suprir a necessidade da nossa população, mas algumas vacinas os pacientes só encontram no sistema privado. De um modo geral as vacinas essenciais são: tríplice viral, bacterina, antipneumocócica, meningocócica, hemófilos, hepatite B e A (após um ano), a vacina contra a gripe (após seis meses) e a poliomielite. Algumas vacinas, que não citei, estão disponíveis em áreas endêmicas.
Qual sua opinião sobre não vacinar as crianças?
Gravíssimo. Existe um movimento anti-vacina na Europa e Estados Unidos, porque surgiram alguns estudos de um pesquisador que relacionava a vacina com autismo. Depois descobriram que o estudo era uma fraude. Você deixar de vacinar seu filho pode ser arriscado, porque essas doenças podem apresentar um risco grande de mortalidade.
Há diferença entre as vacinas da rede pública e particular?
Em termos de qualidade não. A diferença é que a privada tem algumas vacinas que a pública não dispõe.
O que fazer caso haja alguma reação à vacina?
Na maioria das vezes a reação é local. Nestes casos se a criança apresentar dor ou febre, você pode oferecer um antitérmico, analgésico ou fazer compressa na região da picada. Não costumam durar mais que sete dias, se passar disso, procure o médico.
Há um surto de febre amarela em algumas áreas do Brasil. É aconselhável vacinar?
Alguns hospitais estão começando a vacinar em áreas urbanas por prevenção. Acho importante, mas sem criar pânico. Não podemos deixar de lembrar que vacinação é um método de prevenção extremamente eficaz e seguro. Não deixe de vacinar seu filho.

Hospital da Criança

Diretora médica responsável:

Dra. Christina R. C. De Paola (CRM 66041)

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