“A gente mudou a vida da nossa família graças ao esporte”, contam Bia e Branca Feres no POD&Tudo

Conhecidas como as gêmeas do nado sincronizado e grávidas ao mesmo tempo, a dupla de esportistas e apresentadoras abriu o coração sobre infância, trabalho e maternidade no podcast da Pais&Filhos

Resumo da Notícia

  • Bia e Branca Feres participaram do quinto episódio do POd&Tudo
  • A dupla está grávida ao mesmo tempo
  • As gêmeas do nado sincronizado abriram o coração sobre maternidade, infância e trabalho

Nesta quarta-feira, 3 de agosto, foi ao ar o quinto episódio do POD&Tudo, o podcast da Pais&Filhos e primeiro das plataformas de streaming com foco no universo parenting que une informação, credibilidade e visibilidade para mulheres/mães empreendedoras. Desta vez, recebemos nos estúdios as gêmeas do nado sincronizado, Bia e Branca Feres.

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Mesmo trabalho, mesma conta bancária, grávidas ao mesmo tempo: Bia e Branca chegaram como um furacão de animação nos estúdios do POD&Tudo e deixaram a equipe inteira à vontade. O papo com as gêmeas foi comandado pela editora-executiva da Pais&Filhos, Andressa Simonini, filha de Branca Helena e Igor, e Jennifer Detlinger, editora digital e filha de Lucila e Paulo.

Gravidez em dupla

Ainda que seja uma grande (e feliz!) coincidência, a gravidez conjunta das gêmeas do nado sincronizado não foi planejada. Branca, recém-casada em outubro de 2021, desejava e estava tentando ter o primeiro filho, e, embora Bia tivesse muita vontade de ter um segundo filho rapidamente, não estava planejando engravidar. “Se a gente morasse na mesma cidade até faria sentido, mas não foi assim”, contou. Ela mora no Rio de Janeiro com o marido, enquanto Bia vive em São Paulo ao lado da família.

Andressa Simonini e Jennifer Detlinger comandaram o bate papo com Bia e Branca Feres (Foto: Arquivo Pais&Filhos)

“A gente chegou a engravidar junto. Eu perdi uma gestação depois do Isaac e antes dessa. A gente estava grávida com quatro semanas de diferença. Ficamos muito felizes [quando descobriram], mas pensamos depois: “A gente vai ter oito meses juntas, não vamos mais nos ver, não vamos estar no parto uma da outra, não vai dar pra viajar com um bebê de um mês para estar juntas”, relembrou Bia.

“Perdi com 8 semanas, descobri em um exame de rotina. Eu fiquei triste, mas já tinha um bebê em casa, eu estava amamentando, ele tinha 4 meses, senti que meu leite estava secando quando eu descobri. Eu já jogava para o universo que eu queria mais um filho. A coisa mais preciosa que eu tenho na vida é a minha irmã, eu queria ter filhos próximos. E quando eu vi eu estava grávida com um bebe de 4 meses, que a gestação não evoluiu, pensei que era o momento de curtir a gestação da Branca. E aí eu tive uma menstruação e engravidei de novo. Não foi planejado”, contou.

A perda gestacional é um tabu, mas acontece com mais frequência que se imagina. Após passar pela própria experiência e compartilhar o que houve com a segunda gestação, ela ouviu várias amigas contando que também haviam sofrido com um aborto espontâneo. “Fiz uma enquete no Instagram e mais de 50% das minhas seguidoras tiveram uma gestação que não evoluiu. Eu me senti tão bem de falar porque eu me senti tão acolhida. Eu fiquei triste, mas não queria me permitir chorar. Passei uns três dias deprimida. Depois que eu comecei a conversar, eu coloquei para fora e foi”.

O esporte muda tudo

A natação chegou até as vidas de Bia e Branca muito cedo, quando elas tinham apenas três anos de vida. “Porque com dois anos a gente escalava o teto. Então minha mãe e meu pai matricularam a gente em natação e ginástica artística para a gente aprender a cair. O nado sincronizado começou aos nossos 7 anos. Aos 10, a gente já competia e viajava pelo país para competir, treinava de segunda a sábado”. A condição para que as duas pudessem continuar treinando era não pegar recuperação na escola, tirar notas boas e passar de ano. E foi o que sempre rolou!

Quando eram adolescentes, a família começou a enfrentar algumas situações desafiadoras. A mãe das gêmeas, médica, sempre trabalhou apenas no próprio consultório. Depois de passar por um divórcio, ela desenvolveu uma doença autoimune que a levou a diversas internações. “Minha mãe tem uma doença autoimune chamada Púrpura trombocitopênica cronica imunológica que fazia ela perder muito sangue. Por causa dessa doença, ela teve um derrame e nossa condição financeira foi piorando. Fizemos dívidas, saímos de escola particular para publica na intenção de ajudar, vendemos apartamento e carro”, contou Bia. 

“Enquanto isso, a gente só queria saber de nadar, a piscina era nossa fuga. Eu lembro da gente correndo, na nossa primeira seleção, e uma amiga pediu para a nossa mãe comprar um tênis novo para a gente porque eu usava um tênis Ortopé de velcro cheio de band-aid com furo, mas eu nunca ia pedir um tênis para ela. Ela foi, comprou um tênis para cada uma. Foi muito doido porque passaram alguns anos e quando a gente viu, a gente estava conseguindo trabalhar, quando a gente conseguia comprar chegavam caixas de tênis lá em casa porque a gente ganhou patrocinadores. Tudo graças ao esporte. A gente conseguiu comprar um consultório pra nossa mãe, a gente mudou a vida da nossa família graças ao esporte”, disse Bia durante a entrevista.

Assista ao POD&Tudo com Bia e Branca Feres na íntegra:

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Andressa Simonini, editora-executiva da Pais&Filhos está concorrendo ao Troféu Mulher Imprensa
Andressa Simonini, editora-executiva da Pais&Filhos está concorrendo ao Troféu Mulher Imprensa (Foto: Divulgação/Pais&Filhos)