“A Mulher da Casa Abandonada”: Polícia Civil investiga abandono de incapaz de Margarida Bonetti

Nessa quarta-feira do dia 20 de julho, a Polícia Civil de São Paulo cumpriu um mandato de busca e apreensão na residência que ficou conhecida por meio do podcast “A Mulher da Casa Abandonada”

Resumo da Notícia

  • Nessa quarta-feira, Polícia Civil cumpre mandato de busca e apreensão
  • A operação está sendo conduzida na residência que ficou conhecida por meio do podcast "A Mulher da Casa Abandonada"
  • Delegado garante que a motivação por trás da operação "é uma questão mais social do que policial"

Nessa tarde, na quarta-feira do dia 20 de julho, a Polícia Civil de São Paulo cumpre um mandato de busca e apreensão na residência que ficou conhecida este mês por meio do podcast “A Mulher da Casa Abandonada”, em Higienópolis, na região central da cidade de São Paulo.

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Situação da casa abandonada em 2011, quando Margarida Bonetti passou a residir sozinha no local (Foto: Reprodução/Instagram/@
amulherdacasaabandonada)

Para iniciar a operação, a polícia arrombou uma janela que concedeu acesso à casa. A motivação por trás disso é a investigação de um possível abandono de incapaz, Margarida Bonetti, que é a atual moradora do local. O inquérito foi aberto após sucessivas ligações dos vizinhos do imóvel, afirmando que uma pessoa com transtornos mentais estava no local e precisava de ajuda.

De acordo com o podcast da Folha de S. Paulo que ilustra a residência, Margarida Bonetti teve o nome na lista de procurados pela polícia federal de investigação norte-americana (FBI), por conta de acusações de crimes que configuram trabalho análogo à escravidão e agressão contra uma ex-funcionária, nos Estados Unidos.

Em entrevista à Band, o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Oswaldo Nico, garantiu que os crimes cometidos por Margarida Bonetti já prescreveram e, portanto, não há mandato de prisão. Porém, existe uma preocupação com a moradora da casa: “Ela está lá com esse lixo todo, convivendo, tem animais na casa, ou seja, é um problema social. Vamos procurar ajuda médica para tentar uma condição melhor para ela, tentar ver algum parente, alguma coisa. É uma questão mais social do que policial”.