“Acho que tive uma alucinação”, diz outra paciente do anestesista preso por estupro durante cesárea

A mãe de uma outra paciente de Giovanni Quintella Bezerra, disse que a filha sentiu-se abusada sexualmente pelo médico anestesista. Segundo reportagem do g1, a familiar contou que a filha voltou do centro cirúrgico com sujeiras pela região do rosto e pescoço

Resumo da Notícia

  • A mãe de uma outra paciente de Giovanni Quintella Bezerra, disse que a filha sentiu-se abusada sexualmente pelo médico anestesista
  • A familiar contou que a filha voltou do centro cirúrgico com sujeiras pela região do rosto e pescoço
  • A outra vítima também estava em um trabalho de parto

Após a prisão em flagrante do médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, por estuprar uma parturiente em uma cesárea, outras pacientes do homem também têm se posicionado contra o profissional. Em entrevista concedida ao g1, uma mãe de outra vítima, relatou que a filha teve a sensação de ter sido abusada sexualmente por Giovanni, também enquanto estava em trabalho de parto.

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“Ela falou: ‘Mãe, acho que tive uma alucinação. Não é possível”, disse a mãe que prestou depoimento na última segunda-feira, 11 de julho, na delegacia que investiga o caso em nome da filha, a qual ainda se recupera do parto.

O exercício médico do anestesista pode ser suspenso após estuprar grávida durante parto
O exercício médico do anestesista pode ser suspenso após estuprar grávida durante parto. (Foto: Reprodução / Instagram)

Em complemento, a mãe disse que quando a filha voltou da cirurgia no dia 6 de julho, a familiar veio desacordada e dormiu o dia inteiro. E ao acordar, seguiu com o corpo amolecido. “Estou tendo que cuidar da minha filha, que está com depressão pelo que ela passou lá dentro (…) Quando minha filha veio da mesa de cirurgia, ainda desacordada, ela veio suja. Percebi sobre o rosto e sobre o pescoço dela algumas casquinhas secas, brancas. Eu não sabia o que era. Achava que era algum medicamento que tinha entornado”, contou.

Por fim, conforme aponta a mãe, a paciente disse à ela que “todo o tempo o Giovanni [anestesista] ficou perto da cabeça”. [“Ela disse]: ‘Eu, meio sonolenta, falei pra ele: por que eu tô com tanto sono assim?”, falou a mãe. “E ele todo o tempo falando: ‘Não, fica calma, relaxa, dorme, fica tranquila'”.