“Acordei sendo enforcada na cama ao lado do meu filho”, diz mãe de Henry Borel sobre Jairinho

Monique Medeiros compareceu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para depor sobre o assassinato do filho, que ocorreu em março de 2021

Resumo da Notícia

  • Monique Medeiros prestou depoimento sobre o assassinato do filho
  • A mãe de Henry Borel afirma ter sofrido violências por parte de Jairinho
  • O menino morreu em março do ano passado

Nesta quarta-feira, 09 de fevereiro, Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, prestou depoimento em tribunal sobre a morte do filho, que aconteceu em março de 2021. Durante o relato, a professora contou detalhes de seu relacionamento com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e diz ter sido vítima de ataques de ciúme e agressões na presença do menino assassinado aos 4 anos de idade.

-Publicidade-
Monique chorou
Monique usou a audiência para narrar episódios de agressões de Jairinho (Foto: Reprodução G1)

Na audiência, que aconteceu no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Monique Medeiros contou sobre a primeira violência física que teria sofrido do companheiro, em novembro de 2020, 5 meses antes da morte de Henry. De acordo com ela, naquele dia Jairinho havia consumido bebidas alcoólicas e pulou o muro da casa onde ela morava com os pais, em Bangu, na zona oeste do estado. Em seguida, o réu por homicídio triplamente qualificado teria acessado o celular da professora em busca de mensagens entre ela e o pai da criança, Leniel Boral.

“Ele se incomodou porque eu chamava o Leniel de Lê e ele me chamava de Nique. Eu acordei sendo enforcada na cama por ele, ao lado do meu filho deitado, sem saber o porquê”, afirmou a detenta que, assim como o ex-vereador, também é réu no caso. Ela relatou ainda que decidiu sair de casa depois que as brigas começaram a ser constantes.

“A gente começou a ter muitas brigas, não queria que meu filho presenciasse isso. Em uma deles, ele me enforcou de um cômodo ao outro, dizendo que eu não poderia ir embora. Em outro episódio, comecei a arrumar as malas. Ele ficou enfurecido, começou a desfazer tudo, a chutar as malas e a pisar nas roupas do Henry. As paredes ficaram todas sujas depois que ele começou a quebrar minhas malas. Falei que iria embora sem nada, para a casa dos meus pais. Ele disse que, se eu fosse embora, não poderia mais voltar”, lembrou.

Relembre o caso

Henry morreu no dia 8 de março, na Barra de Tijuca, Zona Oeste do Rio, após dar entrada no hospital com ferimentos graves que indicavam agressão e tortura. O menino passava o fim de semana com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado e tortura, além de coação de testemunhas, e enfrentam julgamento na justiça.