Alerta: Cantareira atinge pior nível desde o fim da crise hídrica em São Paulo

O nível dos reservatórios de água que abastecem a cidade de São Paulo começaram a preocupar os especialistas

Resumo da Notícia

  • O nível de água dos reservatórios que abastecem a cidade de São Paulo começaram a preocupar os especialistas
  • Eles, com a tentativa de evitar uma outra crise hídrica acionaram estado de alerta
  • A situação atual é a pior desde 2015

O nível de água dos reservatórios que abastecem a cidade de São Paulo começaram a preocupar os especialistas. Eles, com a tentativa de evitar uma outra crise hídrica acionaram estado de alerta. A situação é a pior desde 2015, quando o estado estava se recuperando da mais recente crise hídrica e a Cantareira usava a reserva técnica, conhecida como volume morto.

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De acordo com a Sabesp, até o último domingo, 6 de dezembro,  o volume total armazenado nos sistemas que abastecem a Região Metropolitana era de 43,5%. No Sistema Cantareira, responsável por abastecer cerca de 9 milhões de pessoas segundo a Agência Nacional de Águas, o índice era de 31,3%.

O que coloca a Cantareira na Faixa 3, alerta da classificação definida pela ANA e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo, que determina as condições de operação do sistema. Essa classificação divide o sistema em cinco faixas, sendo a primeira (considerada normal) quando o volume útil acumulado for igual ou superior a 60% e a quinta e última (a chamada faixa especial) quando o acumulado for inferior a 20%.

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O Sistema Cantareira entrou em estado de alerta (Foto: Reprodução/ CNN)

“A gente corre, sim, um risco grande de uma nova crise hídrica pelo menos até metade de 2021”, disse o professor do programa de pós-graduação em Ciência Ambiental do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da USP, Pedro Côrtes, para a CNN.

“Não temos esse risco imediato, mas pode ser que a gente entre no período de estiagem, a partir de março, com uma situação difícil e tenha dificuldade em vencer o outono, o inverno e até o começo da primavera, quando esse volume pode começar a se recompor”, explicou.

Neste ano 8 dos 11 meses foram abaixo da expectativa pluvial (Foto: Getty Images)

Outro ponto levantado pelo especialista é que, desde o final da crise hídrica, o Sistema Cantareira não foi capaz de se recuperar totalmente e voltar a patamares superiores a 65% de sua capacidade total.

Além de que, neste ano, o nível de chuvas no sistema ficou abaixo do esperado em 8 de 11 meses, considerando dados da Sabesp de janeiro a novembro. Além disso, em dois deles (maio e julho) choveu menos de 20% da média histórica e em abril choveu apenas 3% do esperado para o período.

Dicas para economizar água

  • Utilize arejadores (peneirinhas acopladas na saída de água), restritores e reguladores de pressão nas torneiras;
  • Reduza o tempo no banho. Cinco minutos são suficientes. Molhe o corpo, feche a torneira, ensaboe-se, coloque xampu e enxague o corpo rapidamente;
  • Reaproveitamento de água: a água do banho ou da máquina de lavar roupa também pode ser reaproveitada para lavar quintais;
  • Feche a torneira ao escovar os dentes, fazer a barba e ao ensaboar a louça;
  • Adote descarga de caixa acoplada no vaso sanitário (todas fabricadas a partir de 2001 utilizam 6 litros de água). O vaso sanitário com a válvula e tempo de acionamento de 6 segundos gasta cerca de 15 litros. Quando a válvula está defeituosa, pode chegar a gastar até 30 litros;
  • Só ligue a máquina de lavar louça ou a máquina de lavar roupa quando ela estiver cheia;
  • Use um regador para molhar as plantas ao invés de utilizar a mangueira. No verão, a rega deve ser feita de manhãzinha ou à noite, o que reduz a perda por evaporação;
  • Adote o hábito de usar a vassoura, e não a mangueira, para limpar a calçada e o quintal da sua casa. A mangueira ligada por 15 minutos gasta cerca de 280 litros de água;
  • Lave o carro com balde e um pano ao invés de uma mangueira. Se possível, não lave o carro durante a estiagem (época do ano em que chove menos).