Alerta de golpe em exames à domicílio: “Isso é um roubo, fui assaltada dentro da minha própria casa”

Como forma de alertar outras famílias, contamos as principais dicas para manter a segurança dentro de casa durante a realização do serviço. Entenda o que fazer e como se proteger em situações como essa

Resumo da Notícia

  • Se o idoso, ou qualquer pessoa da família, se sentir desconfortável em algum momento, é possível negar o serviço
  • Veja as principais dicas de segurança durante a realização de exames domiciliares
  • Entenda no que você precisa ficar de olho para evitar fraudes e golpes
  • Vale lembrar que os exames domiciliares não devem deixar de serem feitos, mas é importante seguir algumas medidas

Era por volta das sete e meia da manhã quando Neusa, de 75 anos, (nome fictício que demos para preservar a identidade da fonte) recebeu a visita de uma funcionária para realizar exames domiciliares. Quando chegou na residência da idosa, a mulher perguntou casualmente se existiam câmeras dentro do local e até mesmo se ela morava sozinha. Com inocência, Neusa afirmou que havia monitoramento apenas do lado de fora, sem desconfiar de que estaria vivenciando um possível golpe.

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Quando a funcionária chegou em casa, Neusa não percebeu sobre as perguntas insistentes sobre as câmeras de segurança da residência (Foto: iStock)

Após a realização dos exames, a funcionária informou que existia uma taxa de R$ 90,00 pela visita. Mesmo informando não saber sobre a cobrança, Neusa pagou pelo serviço e ficou em dúvida sobre a experiência que viveu dentro da própria casa: “Eu fui ingênua e ela me pegou desprevenida”, lembrou. Ao ligar para o laboratório e falar sobre a situação, ela teve a certeza de que havia sofrido um golpe. Em resposta ao caso, o estabelecimento informou a demissão por justa causa da funcionária. “Me pediram desculpas e disseram que vão me devolver o dinheiro, porque isso não poderia acontecer de jeito nenhum”.

Ao se dar conta da situação, Neusa refletiu sobre o momento. “Ela ficou me perguntando se eu tinha câmeras na casa toda, como respondi que apenas na parte da frente, a funcionária ainda ficou olhando e disse que eu deveria ter”, contou. “Quando o laboratório perguntou a ela sobre o dinheiro, a mulher disse que eu havia dado R$ 100 de caixinha. Se ela fez isso comigo, deve estar fazendo em outras casas, com outros idosos como eu”.

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Com a pandemia de coronavírus, diversos idosos optaram por realizar exames em casa e evitar exposições. Aproveitando da situação, surgem novos golpes na tentativa de conseguir dinheiro. Segundo um levantamento feito pelo Tribuna Online, aproximadamente 10 tipos de fraudes estão sendo usados contra idosos, algumas repaginadas e outras completamente novas. “Eu me senti muito mal depois, porque para mim, isso foi um roubo, eu fui assaltada dentro da minha própria casa”, completou Neusa.

Para evitar as armadilhas, é importante que as famílias, principalmente as de idosos que moram sozinhos, fiquem em alerta sobre as possíveis fraudes e se informem sobre o assunto. Vale lembrar que os exames domiciliares não devem deixar de ser feitos, mas é essencial seguir algumas medidas de segurança. Para isso, conversamos com a Dra. Ivanice Cardoso, nossa colunista, advogada e pós-graduada em Direito Desportivo, mãe de Helena e Beatriz, sobre como se proteger em casos como esse.

A Dra. Ivanice Cardoso deu dicas de ouro para garantir a segurança dentro de casa (Foto: Shutterstock)

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Quais cuidados os pacientes precisam ter?

Durante o atendimento, a advogada destaca dois pontos importantes para serem seguidos durante os exames domiciliares: “O primeiro cuidado é que o idoso tenha direito a ter acesso todas as informações do seu tratamento de saúde. Então é importante que o laboratório informe, pelo menos, o nome e a forma de identificação do profissional que irá atendê-lo. O segundo cuidado é sempre avisar alguém da família e pedir que esteja junto, porque muitas vezes o paciente pode passar mal, tirando sangue, por exemplo. Se não puder estar presencialmente, nós temos hoje a tecnologia, como uma ligação de WhatsApp, e deixando-a ativa durante o atendimento como forma de cuidado do idoso”, orienta Ivanice.

Se o idoso se sente desconfortável durante o atendimento, o que ele pode fazer?

“Se o idoso se sentir desconfortável ou notar que existe algo estranho, ele pode negar o atendimento e justificar qual o motivo que o levou a ficar desconfortável. Por exemplo, neste caso, a pessoa começou a fazer perguntas muito invasivas, então ela pode negar”, explica.

Como a família pode participar?

De acordo com o Estatuto do Idoso, lei 10.741, art 3º, é obrigação da família prestar assistência integral ao idoso, ou seja, fazer um atendimento próximo e garantir uma vida digna. “No caso do idoso precisar de um prestador de serviços, a família tem por obrigação legal, principalmente os filhos, de fazer o acompanhamento deste idoso. Por conta do covid-19, muitas famílias acabam fazendo esse monitoramento remotamente, ou seja, fazem mais ligações por WhatsApp, chamadas de vídeo, entre outros”, comenta.

Ivanice reforça ainda sobre a importância do cuidado e de um acompanhamento próximo: “A mesma atenção que nós temos com a criança, e o mesmo nível de prioridade que damos, também precisamos destinar ao idoso. Com a diferença de que para ele o cuidado é outro, porque você está lidando com uma pessoa que tem uma bagagem, que tem uma história, e que essa história deve ser respeitada para a manutenção da sua dignidade. Muitas vezes a gente dá muita atenção para a criança e, claro, temos que dar atenção à infância, mas também precisamos lembrar da outra ponta. Dessa forma, acabamos preservando a vida do começa ao fim”.

Como fazer um agendamento de forma segura?

“O agendamento seguro deve ser feito com confirmações nas vias de comunicação que o laboratório abre para o paciente. Então isso pode ser por e-mail, ou até mesmo WhatsApp. E sempre deixar esse documento que o laboratório mande de confirmação às mãos do idoso, para que ele possa consultar sempre que necessário”, conclui Ivanice.

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