Alfabetização na pandemia: dicas para ajudar seu filho nessa fase e a importância do apoio da família

Nesta quinta-feira, Dia da Língua Portuguesa, é preciso reforçar (ainda mais!) a importância da alfabetização. Com todos os desafios durante a pandemia, foi preciso se reinventar nas atividades e garantir a parceria entre família, escola e criança

Resumo da Notícia

  • Em 10 de junho é comemorado o Dia da Língua Portuguesa
  • Com a chegada da pandemia, foi preciso se reinventar
  • A parceria entre família, escola e criança é muito importante no período de alfabetização

Com a chegada da pandemia, muita coisa mudou e os desafios na educação cresceram ainda mais. Seja nas aulas online ou presenciais, é muito importante incentivar a alfabetização do seu filho. Os professores precisaram driblar a distância e usar os mais diversos recursos e estratégias para facilitar o aprendizado e manter os alunos interessados.

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Nesta quinta-feira, 10 de junho, Dia da Língua Portuguesa, devemos falar ainda mais sobre o assunto. Apesar de não ser uma tarefa fácil, a alfabetização deve ser uma parceria entre a família, escola e criança. “O sistema de escrita é super complexo. A humanidade mesmo levou milhares de anos para construir esse código e as crianças quando entram em contato com esse mundo precisam reinventá-lo para conseguir ler e escrever as primeiras palavras”, comenta a Diretora Institucional do Fundamental I do Colégio Visconde de Porto Seguro, Luciana Gomes, mãe de Arthur, durante uma live com a Pais&Filhos.

Para a a professora do 1º ano do Fundamental I, Renata Miranda, é essencial organizar cada uma das atividades para a alfabetização. Dessa maneira, fica mais fácil explorar cada um dos recursos e gerar mais interesse para as crianças. “É importante pensar no planejamento das atividades, propostas, desafios adequados para a faixa etária, lúdicas, com um tema disparador, objetivos claros, recursos visuais, sonoros e com dinâmicas que garantem o espaço para que as crianças participem ativamente das aulas”.

Com a pandemia, os professores precisaram se reinventar nas salas de aula, principalmente quando o assunto é a alfabetização das crianças (Foto: Shutterstock)

Os pais podem (e devem!) participar da alfabetização dos filhos

A família precisa apoiar e incentivar esse hábito dentro de casa, mas Renata explica que é muito importante os pais não escolarizarem esse ambiente. “O que a família pode fazer é oportunizar a situação de leitura e escrita em um momento gostoso que possam fazer juntos. Então, o importante é fazer algo prazeroso e que a família aprecie, como montar playlists musicais, procurar receitas, sempre de acordo com a dinâmica da família”.

O formato híbrido pode ajudar na alfabetização depois da pandemia?

Com os desafios de 2020 e 2021, o formato híbrido, que mescla as aulas presenciais com as online, pode continuar acontecendo como forma de auxílio nos mais diversos conteúdos, inclusive para a recuperação daqueles em que a criança apresentou dificuldades, ou até mesmo na alfabetização. “Ele deve ser o segundo passo após o retorno dos alunos para reforço e acolhimento. Mas, assim que tivermos a vacina e a segurança para retomar o formato presencial, essa será a melhor opção. A tecnologia deve permanecer como recurso que pode ajudar na recuperação de conteúdos que não tenham sido aprendidos pelos alunos e vai entrar também como ferramenta que ajuda na personalização do ensino. A dose é que vai ser ajustada para o ideal: nada de horas a fio com aulas remotas!”, explicam Taís e Roberta Bento, mãe e filha, embaixadoras da Pais&Filhos e criadoras do SOS Educação.

As famílias e os professores viveram juntos o desafio do processo de alfabetização durante a pandemia (Foto: Getty Images)

A família deve sempre apoiar a educação das crianças junto com os professores

Apesar de todos os desafios vividos durante a pandemia, um dos maiores sonhos das famílias é poder proporcionar o melhor ensino possível para os filhos. Por isso, vale participar de cada momento! “Durante a pandemia, todos precisam se adaptar, fazendo o melhor que puderem. Esse deve ser o objetivo compartilhado entre família e escola. É o melhor que pais e professores podem fazer juntos”, concluem Roberta e Tais Bento.