Amamentação infantil cresce no país nos últimos dez anos, mas pandemia trouxe dificuldades

Os dados são do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), divulgados nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde durante uma Semana Mundial de Incentivo ao Aleitamento

Resumo da Notícia

  • A pesquisa ouviu pais e examinou quase 15 mil crianças de todas as regiões do país de fevereiro de 2019 até março deste ano
  • O aumento da licença-maternidade por seis meses nas empresas-cidadãs também contribuiu para o índice
  • A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que crianças até seis meses recebam amamentação exclusiva

O índice de aleitamento materno cresceu muito no Brasil nos últimos anos. Os dados são do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), divulgados nesta última terça-feira, de agosto, pelo Ministério da Saúde durante uma Semana Mundial de Incentivo ao Aleitamento.

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O índice de aleitamento materno cresceu de forma expressiva no Brasil (Foto: Getty Images)

Nos últimos 14 anos: 60% das crianças até quatro meses no país recebem amamentação exclusiva atualmente, um aumento de 15 vezes em relação a 2006. Em bebês de até seis meses, esse número é de 45,7%, que representa avanço 8,6 vezes no mesmo período. A metade das crianças brasileiras (53%) continua sendo amamentada durante o primeiro ano de vida. A pesquisa ouviu pais e examinou quase 15 mil crianças de todas as regiões do país de fevereiro de 2019 até março deste ano.

Segundo O Globo, alguns especialistas, campanhas informativas e ampliação de políticas públicas de incentivo e apoio às mães contribuíram para melhorar o índice. A campanha da Unicef ​​”Iniciativa Hospital Amigo da Criança”, incorporada e ampliada pelo Brasil, é uma delas.

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Ocorreu impacto positivo no resultado da implementação de 220 Bancos de Leite Humano e o Método Canguru, ambos voltados para recém-nascidos de baixo peso. O aumento da licença-maternidade por seis meses nas empresas-cidadãs também contribuiu para o índice.

A recomendação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que crianças até seis meses recebam amamentação exclusiva. Apesar do avanço nos últimos anos, o fato de que mais da metade deles não recebeu apenas o aleitamento mostra que ainda há muito o que avançar.

Coronavírus afeta a doação de leite materno

A doação de leite, apontada como avanço fundamental na melhoria dos índices brasileiros (Foto: Getty Images)

Apesar de especialistas e da propria OMS afirmarem que não há risco de transmissão da Covid-19 entre mãe e filho pela amamentação, a pandemia afetou índices e levantou dúvidas em muitos pais. A doação de leite, apontada como avanço fundamental na melhoria dos índices brasileiros, foi uma das áreas que registrou mudanças

Em uma quarentena e como medidas de isolamento social, houve algumas áreas diversas, segundo dados da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No Distrito Federal, ou o número de doadores de números não ultrapassados ​​seis meses após este ano foi de cerca de 20% em comparação com o mesmo período do ano passado. No Nordeste e no Norte, houve cerca de 9%, mas alguns estados permaneceram ainda piores. No Amapá, por exemplo, a situação permanece preocupante, com mais de 50% de volume de leite captado.

Segundo o Ministério da Saúde, um pote de leite pode alimentar até dez recém-nascidos por dia. Cerca de 150 mil litros de leite materno humano são coletados e distribuídos para recém-nascidos de baixo peso que estão internados em unidades neonatais de todo o Brasil.

A OMS informa que cerca de 820 mil crianças, no mundo, morrem por falta ou aleitamento afetado no mundo. E o medo e a desinformação em relação aos coronavírus podem agravar ainda mais essa realidade, indica uma instituição.

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