Andressa Urach mostra melasma no rosto durante gravidez: saiba mais sobre o assunto

A condição caracterizada por manchas escuras na pele pode aparecer no corpo de qualquer pessoa, porém gestantes são mais suscetíveis ao problema

Resumo da Notícia

  • Andressa Urach mostrou o melasma no rosto
  • Na gravidez, a melasma recebe o nome de cloasma
  • Veja o que é, como cuidar, o que fazer e o que pode causar a doença na pele

Andressa Urach  aproveitou o espaço das redes sociais para compartilhar com os seguidores sobre ter desenvolvido melasma durante a gravidez de 6 meses do caçula, León, fruto do relacionamento com o empresário Thiago Lopes.

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A modelo publicou um vídeo no próprio perfil do Instagram em que mostra a situação do rosto enquanto aproveitava um dia na praia. “Dizem que melasma na gravidez nunca mais sai. Só muita base depois para cobrir”, afirmou ela nos stories.

Melasma de Andressa Urach
Melasma de Andressa Urach (Foto: Reprodução Instagram @andressaurachoficial)

Melasma: entenda condição

Apesar dos dias quentes, é  muito importante ficar de olho na pele e não esquecer de usar filtro solar todos os dias (mesmo em casa!). Junto com a gravidez, a alteração hormonal pode provocar o aparecimento ou agravamento da famosa melasma, que são manchas marrons em vários pontos do corpo. Durante este período, apesar de ser a mesma, ela recebe o nome de cloasma. Mas, calma, nada de pânico! Te contamos como prevenir o problema e o que fazer caso ele apareça. 

Na gravidez, a melasma pode ser bastante comum e recebe o nome de cloasma (Foto: iStock)

Qual a diferença entre melasma e cloasma?

Ambos são manchas castanhas ou castanho-acinzentadas que geralmente aparecem na testa, bochechas, nariz e queixo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), eles ainda podem surgir no colo, pescoço e antebraço. Muitas mulheres, durante a gravidez, começam a apresentar melasma, mas especificamente por se tratar neste período, ele recebe o nome de cloasma.

Por que é mais comum acontecer na gravidez?

Segundo a dermatologista Larissa Montanheiro, filha de Lessi, os hormônios têm bastante influência: “Ainda não sabemos todos os mecanismos de surgimento da lesão, mas temos ciência da participação do estrogênio e da progesterona, além da atuação de um outro hormônio, o MSH, que age na liberação de melanina, substância responsável pela alteração da  cor da pele. A notícia boa é que após a gravidez, pela volta do organismo ao seu normal, o cloasma tende a diminuir ou até mesmo desaparecer gradualmente e caso persista temos opções hoje de tratamentos durante a amamentação também”, explica.

O que pode causar o problema?

A situação é multifatorial, ou seja, não existe apenas uma causa específica: “Claro, consideramos a exposição à radiação ultravioleta (sol) como um dos principais gatilhos para a doença, porém temos que levar em consideração que é preciso uma predisposição individual e ela pode ser de base genética, além de fatores como alterações hormonais e exposição a outros tipos de luzes, como a visível (celular, computadores, etc). O próprio fator estresse se associa com as causa, pela maior liberação do cortisol e estímulo do hormônio produto de melanina”, reforça Larissa.

Quais locais do corpo as manchas costumam aparecer?

“São mais comuns no rosto, principalmente bochechas, testa e ao redor do lábios (chamada região centrofacial). Mas podem acometer o corpo também, usualmente colo e braços”, explica a dermatologista Amanda Todt, mãe de Arthur.

Geralmente, as manchas castanhas aparecem no rosto, colo, testa, bochechas, nariz queixo e até mesmo nos antebraços (Foto: iStock)

Como prevenir o cloasma?

Para evitar que as manchas apareçam ou não se agravem, Amanda dá uma dica de ouro: “A prevenção consiste principalmente na fotoproteção, para evitar ação da radiação ultravioleta, principal gatilho para o surgimento do melasma”.

Os tratamentos podem ser feitos na gravidez?

No caso da gravidez, alguns cuidados devem ser tomados, mas existem tratamentos para amenizar ou acabar com o problema: “As gestantes tem algumas limitações no uso de ácidos, por isso é muito importante a avaliação com o especialista antes de adquirir produtos neste período em especial. Podemos usar na gravidez, por exemplo, o ácido ascórbico (vitamina C), ácido azeláico, ácido kójico, ácido glicólico (em baixas concentrações), etc. Como nesta fase a melanogênese (formação de melanina) está aumentada, aumentando naturalmente o risco de hiperpigmentação (formação de manchas), não é indicado fazer nenhum tratamento que possa agravar esta situação, como laseres e microagulhamento”, explica Amanda.

Após os tratamentos, quais cuidados devem ser seguidos?

Depois dos tratamentos, Larissa destaca que é muito importante continuar seguindo com os cuidados: “Para manutenção do resultado é importante que se entenda que o melasma possui tratamento, porém quando não são realizadas manutenções, ele pode voltar a aparecer. Portanto, evitar a exposição solar e manter o uso de filtro solar e substâncias clareadoras no pós são fundamentais, além da rotina de “skincare” adequada para cada tipo de pele”

As manchas podem se agravar no verão?

Neste período do ano, existe um maior alerta por causa da exposição à radiação solar, então é importante ter um cuidado a mais: “As pessoas costumam se expor mais às atividades de ar livre, praias e isso significa maior exposição às radiações ultravioletas que, como já sabemos , está envolvida na gênese da doença”, conta Larissa.

No caso dos protetores com cor, eles podem proteger tanto quanto? São indicados também durante a gestação?

O uso do protetor é indispensável em qualquer fase da vida, e a gestação também não poderia ficar de fora: “Os protetores com cor tem a vantagem de formar uma barreira física contra a luz visível (luzes artificiais de telas e lâmpadas), a qual também impacta na piora do melasma. Então o ideal seria optar por um protetor com cor, que além de tudo também ajuda a homogeneizar o tom da pele, disfarçando as manchas. As gestantes devem optar por protetores minerais/físicos preferencialmente, por não conterem componentes químicos”, conclui Amanda.