Anvisa analisa 1º pedido de registro de uma vacina contra Covid-19 no Brasil

A agência recebeu os documentos de liberação da farmacêutica AstraZeneca, responsável pelo desenvolvimento do imunizante em parceria com a Universide de Oxford

Resumo da Notícia

  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que vai começar a analisar o primeiro pedido de registro de uma vacina contra o novo coronavírus no Brasil
  • A iniciativa aconteceu após a agência reduzir as exigências da documentação e simplificar o processo de análise da medicação
  • O pedido de analise é da AstraZeneca, responsável pelo desenvolvimento da vacina da Universidade de Oxford

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nesta quinta-feira, 1 de outubro, que vai começar a analisar o primeiro pedido de registro de uma vacina contra o novo coronavírus no Brasil. A iniciativa aconteceu após a agência reduzir as exigências da documentação e simplificar o processo de análise da medicação, o que atraiu a AstraZeneca a realizar o primeiro pedido dois dias depois.

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A Anvisa está avaliando a vacina de Oxford (Foto: Unsplash)

A empresa farmacêutica do Reino Unido é a que está desenvolvendo o imunizante da Universidade de Oxford, que já tem uma parceria para ser produzido por aqui pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O pedido de registro é o primeiro passo para que a vacina tenha a sua aplicação autorizada no país.

Embora a Anvisa já esteja analisando o imunizante, ainda é preciso que os testes clínicos sejam concluídos totalmente antes da liberação total. A ideia é que ao entrar com o pedido de autorização agora, o registro seja agilizado e saia junto com os resultados finais da testagem, que determinará se a vacina é segura e eficaz.

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Vacina Oxford: número de voluntários para testes vai dobrar no Brasil

(Foto: Getty Images)

Após a retomada dos estudos da vacina contra a covid-19, a farmacêutica AstraZeneca anunciou que pretende ampliar os números de voluntários no Brasil. Atualmente, cerca de 5 mil pessoas são voluntárias para a testagem do imunizante e, segundo a CNN, a empresa já solicitou para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para que 10 mil pessoas também sejam testadas na fase 3 da vacina.

Além de ampliar o número de pessoas, a farmacêutica também pretende aumentar o número de cidades para realizar os testes. Os nomes das cidades ainda não foram divulgados. Os ensaios clínicos da terceira fase da vacina já estão sendo feitos em Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador (BA).

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