Anvisa aprova o primeiro autoteste para Covid-19 no Brasil

Os testes disponíveis para comercialização serão apenas os de antígeno

Resumo da Notícia

  • A Anvisa liberou a venda de autotestes de Covid-19 no Brasil
  • O autoteste é feitos a partir do swab (cotonete que vai no nariz e garganta)
  • O pedido foi avaliado por 16 dias

Nesta última quinta-feira, 17 de fevereiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o primeiro autoteste para Covid-19 no Brasil, o “Novel Coronavírus (Covid-19) Autoteste Antígeno”, da empresa CPMH Comércio e Indústria de Produtos Médicos-Hospitalares e Odontológicos.

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“A publicação do registro está na Resolução RE 533/2022, publicada hoje no Diário Oficial da União. A disponibilidade do produto no mercado depende da empresa detentora do registro”, afirmou a Anvisa. De acordo com a Anvisa, o pedido foi avaliado por 16 dias.

Anvisa aprova primeiro autoteste para Covid-19 no Brasil
Anvisa aprova primeiro autoteste para Covid-19 no Brasil (Foto: Unsplash)

Lembrando que a medida vale apenas para os testes de antígenos, feitos a partir do swab que coleta o material no fundo da boca e do nariz e busca sinais de anticorpos gerados pelo corpo após a infecção, e não o RT-PCR que é mais preciso, mais demorado e que detecta a presença do material genético do coronavírus.

De acordo com os diretores da Anvisa, o Ministério da Saúde vai incluir orientações sobre o uso dos autotestes em uma atualização do “Plano Nacional de Expansão de Testagem para Covid-19” (PNE Teste). Além disso, sem impor como condição, a Anvisa espera que as empresas desenvolvam estratégias para que – voluntariamente – os compradores dos autotestes informem os resultados por meio de sistema na internet.

Como é feito o autoteste de covid-19
Como é feito o autoteste de covid-19 (Foto: Reprodução/Arte/CNN)

“A partir do resultado positivo, procure uma unidade de atendimento de saúde (ou teleatendimento) para que um profissional de saúde realize a confirmação do diagnóstico, notificação e orientações pertinentes”, afirmou a relatora Cristiane Rose Jourdan Gomes, citando o ministério da Saúde.