Anvisa aprova uso emergencial de vacinas CoronaVac e de Oxford

Uma reunião extraordinária foi realizada neste domingo (17). A votação contou com coordenadores de cinco diretorias técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Resumo da Notícia

  • Neste domingo (17), a Anvisa fez uma reunião extraordinária para avaliar a possibilidade de uso emergencial das vacinas CoronaVac e de Oxford
  • Vários pontos foram analisados antes da votação, que contou com coordenadores de cinco diretorias técnicas da Anvisa
  • Com três votos favoráveis, o uso emergencial foi aprovado temporariamente em caráter experimental

Neste domingo (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliou o pedido de uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19, a Coronavac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac, e a da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), desenvolvida em parceria com a Oxford/AstraZeneca.

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Vários pontos foram analisados para que depois a votação ocorresse (Foto: iStock)

A reunião extraordinária que começou às 10h da manhã no horário de Brasília foi transmitida ao vivo para analisar os estudos clínicos realizados e teve a aprovação do uso emergencial de ambas vacinas temporariamente em caráter experimental. Para tomar a decisão, participaram os coordenadores de cinco diretorias técnicas da Anvisa, precisando de três votos favoráveis para a aprovação.

Gustavo Mendes, gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, começou revelando os resultados dos estudos da vacina CoronaVac e embora apresentou imunogenicidade considerado não adequado, recomendou a aprovação dela devido a necessidade brasileira no momento. Ele continuou analisando a vacina de Oxford. Após apresentar os slides, ele também recomendou a aprovação deste imunizante, condicionada a uma reavaliação e monitoramento constante abordando os pontos que ficaram em questão.

Na sequência, Fabrício Carneiro, gerente-geral de inspeção da Anvisa, explicou sobre as boas práticas de fabricação, começando a análise também pela vacina do Instituto Butantan. Após apresentar os dados, ele também recomendou a vacina da CoronaVac. Depois, partiu para as análises da vacina de Oxford. Após levantamento, detectou que a fabricante segue as boas práticas e assim, recomendou a aprovação do uso dessa imunização para conter a infecção por coronavírus.

A terceira área técnica avaliou o plano de gerenciamento de risco, para apresentar como irão tratar e minimizar riscos adicionais. Em relação à vacina do Instituto Butantan, o parecer foi favorável a aprovação do uso emergencial. O mesmo indicado para a vacina da Fiocruz.

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Votação

Assim, iniciaram as votações. Meiruze Freitas, relatora dos pedidos e diretora da Anvisa, foi a primeira e antes de revelar o voto, retomou os pontos avaliados para tomar a decisão. “Os benefícios das duas vacinas superam os riscos potenciais e ambas atendem aos critérios de qualidade e segurança”, pontuou antes de informar que vota a favor da liberação da CoronaVac e a vacina de Oxford, sendo a primeira com algumas ressalvas.

Romilson Mota, diretor substituto da Anvisa, foi o segundo a assumir o microfone e deliberar os seus pontos. Ele destacou que não é possível perder de vista as avaliações sanitárias, mesmo após a aprovação, para garantir a segurança e saúde da população. Por fim, ele garantiu o segundo voto favorável ao uso emergencial de ambas vacinas.

Alex Machado Campos, diretor da Anvisa, foi o terceiro a dar o parecer. Ele prestou solidariedade a todos os brasileiros vítimas da covid-19 e seus familiares. “Ambos planos estão em conformidade com os termos do nosso guia (…), atendem as diretrizes da OMS e cumprem os requisitos que justificam o uso emergencial”, disse, ao aprovar as vacinas nesse caráter.

A quarta votante foi a diretora Cristiane Jourdan, que reforçou a importância da luta para conter a disseminação da pandemia e votou, assim como os membros anteriores, favorável ao uso emergencial das vacinas em análise.

Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, foi o último a falar e ressaltou a questão de ser uma medida temporária e em caráter experimental. “Mesmo vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento e lave as mãos“, destacou o especialista, antes de dar mais um voto favorável. Por fim, a decisão de aprovação foi unânime.