Assustador: 1 estupro a cada 14 dias acontece dentro de hospitais no Rio de Janeiro

Cidade onde anestesista foi preso em flagrante por estupro, é a quinta cidade com mais casos do crime

Resumo da Notícia

  • A cada duas semanas ocorre um caso de estupro dentro de unidades de saúde
  • O Instituto de Segurança Pública computou 177 casos de estupros no estado do Rio de Janeiro em hospital, clínicas ou similares
  • São João de Meriti está em quinto lugar das cidades cariocas com mais casos
 

O caso do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, que estuprou uma grávida durante o parto, e também possui possíveis outras vítimas, não é um caso isolado no Rio de Janeiro, e nem no Brasil. O jornal O Globo obteve os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), via Lei de Acesso à Informação, que apontam que a cada duas semanas ocorre um caso de estupro dentro de unidades de saúde.

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Os números obtidos computaram 177 casos de estupros no estado do Rio de Janeiro em hospitais, clínicas ou similares, entre 2015 e 2021. A cidade onde ocorreu o recente caso do anestesista, São João de Meriti, está em quinto lugar das cidades cariocas com mais casos, somando seis estupros em hospitais, sem contar o caso mais recente envolvendo Giovanni. São Gonçalo está empatado com a cidade, mas tem o dobro da população.

O homem foi preso nesta quarta-feira, 18 de maio
Um caso de estupro acontece à cada duas semanas no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução / Getty Images)

A capital do estado é a primeira com mais estupros, tendo 80 ocorrências em unidades de saúde, que corresponde à 45,2% do dados. Em seguida vem Niterói, com 18 casos, e Duque de Caxias com 12 casos. Os dados coletados pelo ISP são todos sobre estupro de vulneráveis, como o do anestesista preso em flagrante. As 90 ocorrências dizem respeito à esse tipo de abuso, que é definido pelo estupro de vítimas de até 14 anos, mas também para alvos considerados incapazes de se defender – seja por questão de saúde ou sob influência de qualquer substâncias – como uma grávida na hora do parto.

A partir da pesquisa feita pelo Instituto não é possível saber quantos casos estão em casa categoria, mas se sabe a idade das vítimas – 37 ocorrências com crianças de no máximo 13 anos, dez com adolescentes de 14 a 18 anos e cinco casos com vítimas idosas de 60 anos ou mais.

O levantamento também mostra que em 86% das ocorrências as vítimas foram mulheres, somando 147 casos. No restante, 24 das vítimas foram homens e outros seis casos contam como sem informação no campo gênero.