Atleta Olímpico agradece pai adotivo por apoio e dedicação: “Não estaria onde estou hoje”

Jordan Windle está na disputa por uma medalha em Salto Ornamental para os Estados Unidos. Ele contou que a família sempre o incentivou a praticar o esporte

Resumo da Notícia

  • Jordan Windle está na competição por uma medalha em Salto Ornamental para os estados unidos
  • O jovem foi adotado por um homem solteiro em um orfanato em Camboja
  • O atleta olímpico agradeceu o apoio e incentivo do pai

Jordan Windle é a grande promessa para conquistar uma medalha olímpica em Salto Ornamental para os Estados Unidos. O atleta foi adotado por Jerry Windle, pai solteiro, quando tinha apenas 18 meses de vida, em um orfanato em Camboja.

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Em entrevista ao portal Today, Jerry contou que sempre teve o desejo de ser pai, mas enfrentava dificuldades já que era um homem solteiro e homossexual na década de 1990. Porém, a ideia de adotar veio com força quando ele leu uma história em uma revista sobre um homem que adotou uma criança, mesmo sem ser casado. Ele lembrou: “A história falava sobre a relação entre o pai e o filho, e algo meio que clicou na minha cabeça”.

Ele contou: “O artigo listava o número de um serviço de adoção, então eu liguei e disse: ‘Acabei de ler um artigo, é possível uma única pessoa adotar uma criança? ‘ e eles disseram: ‘Sim, é'”. Meses depois, Jerry encontrou Jordan. O menino tinha sido deixado no orfanato com 1 ano de vida, e estava desnutrido, com uma infecção grave e lutando para sobreviver. Com carinho e cuidado, o menino recuperou a saúde. O pai comentou ter sido “amor à primeira vista”.

Jerry adotou Jordan em um orfanato em Camboja (Foto: Reprodução/ Instagram/ @
jordanpiseywindle)

Já nos Estados Unidos, com apenas 7 anos de idade, um técnico se impressionou ao ver Jordan nadar. O homem disse a Jerry que o menino tinha tinha uma constituição física propensa para o esporte e levava jeito. O pai contou: “Perguntei para o Jordan o que ele achava de saltos ornamentais e, imediatamente, ele ficou muito animado. Decidi apoiá-lo. Dois anos depois de começar a praticar, ele ficou em primeiro lugar no campeonato nacional junior da modalidade. Ele é muito dedicado”.

A história de Jordan no esporte começou quando ele tinha 7 anos (Foto: Reprodução/ Instagram/ @
jordanpiseywindle)

Jordan compete em Camboja

Aos 16 anos, Jordan voltou ao Camboja para competir em uma exposição de mergulho. Ele  queria inspirar as crianças do país a também participarem o esporte. Jerry disse que quando chegaram, eles receberam muitos aplausos no aeroporto.

“Não esperávamos, não sabíamos o quanto o povo do Camboja conhecia a Jordan. Ele é uma espécie de herói nacional no Camboja”, disse Jerry.  Ele ainda brincou: “Saímos do avião e comecei a procurar por todos os lados, pensando que Angelina Jolie tinha acabado de chegar ou algo assim. Realmente pensamos que o rei do Camboja estava aqui”.

“E então eles começaram a gritar seu nome cambojano, ‘Pisey’, e nós pensamos: ‘Caramba, Jordan, isso é para você'”, lembrou o pai orgulhoso. O jovem disse que a viagem foi “incrível” e ele se sentiu em casa. Jordan contou: “Eu fui lá para fazer uma exposição para órfãos e crianças em idade escolar e foi extraordinário! Ser capaz de falar com eles e compartilhar de onde vim e como fui capaz de realmente me tornar quem sou hoje por causa do meu pai foi incrível”.

Em meio a multidão, Jerry lembrou as palavras que o filho disse às pessoas: “Vocês sabem que eu sou igual a vocês, sou um filho do Camboja”. O rapaz também disse que a única diferença entre ele aquelas crianças era que ele teve uma oportunidade. O pai contou que Jordan olhou para os oficiais do Camboja e disse: “Espero que você dê a todas essas crianças a oportunidade que meu pai me deu”.

Jordan disputa medalhas nas Olimpíadas de Tóquio

Agora o menino cresceu. Com 22 anos, Jordan está disputando uma vaga entre o melhores atletas do mundo. O mergulhador competirá pelos Estados Unidos nas Olimpíadas, e disse que em seu coração ele também representará o Camboja. Recentemente, ele tatuou a bandeira do país natal no braço para que as pessoas pudessem vê-la quando ele mergulhar.

Jordan está competindo nas olimpíadas de Tóquio (Foto: Reprodução/ Instagram/ @
jordanpiseywindle)

Sobre a participação nos Jogos Olímpicos, o jovem disse: “Isso tem sido um sonho que se transformou em realidade e é uma oportunidade incrível de fazer parte”. Embora o pai não esteja presente para assisti-lo competir, devido às restrições da Covid-19, Jordan disse estar “super animado”.

O atleta contou: “Eu normalmente posso ouvir a voz do meu pai entre todos da plateia, o que é incrível. Não tê-lo nas Olimpíadas será diferente… Eu queria que ele estivesse lá, mas isso realmente não muda o que vou fazer: me divertir, me exibir um pouco e dar um show para todos. Essa será minha intenção e eu espero que o deixe orgulhoso”.

Mesmo sem estar presente na arquibancada dessa vez, Jerry sabe que o filho sentirá o apoio de casa. Ele disse: “Eu sei que Jordan sabe que estou com ele”, e lamentou sobre a situação ele: “É incrivelmente decepcionante, porque eu simplesmente amo o show que ele apresenta”.

O pai lamentou sobre a situação: “É decepcionante, mas ao mesmo tempo esta é a jornada de Jordan e este é o ápice dela, e eu quero que ele aproveite essa experiência da melhor maneira… Isso é o que eu sempre quis para ele”, e afirmou: “Embora eu não possa estar lá com ele, vamos ter uma grande festa aqui na Califórnia”.

O atleta olímpico agradeceu o pai por todo o apoio (Foto: Reprodução/ Instagram/ @
jordanpiseywindle)

Jordan disse que enquanto estiver competindo em Tóquio, ele estará pensando no pai e aproveita para agradecê-lo por toda a dedicação que teve com ele. O atleta olímpico contou: “ Quando me me perguntam por que mergulho eu digo que mergulho puramente por meu pai e o quanto ele adora me assistir. Sem ele fazer todos os sacrifícios que ele fez, e seu amor e apoio durante todo o tempo que estivemos juntos, eu realmente não estaria onde estou hoje. Tenho que agradecê-lo por tudo, por todas as minhas realizações. Tem sido uma jornada incrível com ele, e ainda estamos caminhando”.