Aulas presenciais são liberadas em São Paulo: veja a data oficial e como será o retorno

Foi definido nesta quinta-feira, 14 de janeiro, pelo prefeito Bruno Covas a reabertura das escolas no próximo mês, a partir do resultado sorológico das crianças de 4 a 14 anos

Nesta quinta-feira, 14 de janeiro, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, autorizou que as escolas da capital paulista reabram a partir de 1º de fevereiro. Nas duas primeiras semanas, as instituições poderão receber apenas 35% dos alunos.

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Entenda a decisão do prefeito para a reabertura das escolas (iStock)

Em dezembro de 2020, o governador João Doria classificou que as escolas sejam consideradas como serviços essenciais, permitindo assim que a abertura aconteça até nas fases mais restritivas da pandemia, como a vermelha, por exemplo.

Vale lembrar que as escolas municipais não irão obrigar o retorno presencial de todos os estudantes, fazendo com que as famílias façam a decisão por mandar ou não os filhos para as aulas. De acordo com Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, a liberação aconteceu por conta do 4º inquérito sorológico escolar, onde crianças de 4 a 14 anos foram testadas.

“Observamos durante quase um ano as taxas de incidência, internação e óbitos em crianças do município e elas se revelaram muito consistentemente baixas. Foi preciso um longo tempo de análise para tomar a decisão mais adequada”, disse o secretário. De acordo com o estudo, a incidência do vírus para a população testada (de 4 a 14 anos) é de 16%.

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Coletiva de imprensa

No início da tarde desta quarta-feira, 13 de janeiro, o Governo de São Paulo realizou uma coletiva de imprensa para anunciar como será a retomada de aulas no estado, que acontecerá a partir do dia 1º de fevereiro na rede estadual. O governador João Doria disse ainda sobre o início do Programa Conecta Educação, que teve cerca de R$ 1 bilhão em investimentos: “É um grande passo que dá a educação de São Paulo, de colocar a rede de alunos e professores no mundo digital”, comemora.

Entendo o que muda para a volta às aulas em São Paulo (Foto: Getty Images)

A partir do Programa, serão explorados inovações tecnológicas no ensino de aprendizagem, além de novas possibilidades para professores no uso da tecnologia e melhoria dos equipamentos. Para a navegação na internet, serão disponibilizados 750 mil chips para alunos e professores, R$ 2 mil para cada educador adquirir o seu próprio equipamento (atingindo 191 mil notebooks) para que todos possam fazer parte desta iniciativa.

O retorno na prática

Para que o retorno gradual aconteça de forma segura, o Plano São Paulo define que a educação básica retorne com 35% na fase vermelha e laranja, 70% na fase amarela e 100% na fase verde. Já a inovação e tecnologia funcionará a partir de eixos, sendo eles:

  • eixo 1 formação integral dos alunos por meio da inclusão na cultura digital
  • eixo 2 – promover a formação continuada dos docentes e melhoria da gestão por meio da tecnologia
  • eixo 3 –  uso de recursos educacionais digitais de qualidade para melhoria da aprendizagem
  • eixo 4 –  prover equipamentos tecnológicos e acesso à internet de qualidade
  • eixo 5 – Centro de Inovação da Educação Básica de SP

Mesmo em uma fase mais restritiva, da permanência de 35% dos alunos, vale lembrar  que o rodízio irá acontecer com 100% dos estudantes, para que todos possam participar, assim como informa o secretário de Educação. Se por algum motivo os prefeitos adotarem o não retorno das aulas, ele deverão dar explicações sobre o motivo. “Nas primeiras semanas de fevereiro, nós decidimos que iremos retornar primeiro com 1/3 dos alunos, para garantir a preparação e adaptação. Nas duas últimas semanas de fevereiro, a capacidade voltara a partir do plano inicial”. Vale lembrar que o retorno previsto em 1º de fevereiro vale para toda a rede estadual de ensino.

Se as escolas não estiverem preparadas para esse retorno, Rossieli Soares orientou que “não defende que as escolas que não tenham capacidade de funcionar abram, mas é preciso se preparar para que tudo funcione bem. Os calendários (de retorno) poderão ser distintos”, podendo afetar nas férias de 30 dias no meio do ano se necessário.

Aquisição de equipamentos

Para o Conecta Educação, haverá o investimento de 269 mil notebooks, 5,2 mil plataformas de carregamento móveis, 3,5 mil tablets, 47 mil televisores, 86.839 desktops, 65 mil kits Wifi, 70 mil kits PDDE – Kit CMSP. Vale lembrar que a medida será aplicada em todas as salas de aula. “A meta é chegar em todas as escolas com fibra ótima até o fim de 2021″, informou Rossieli Soares, secretário de Educação de São Paulo.

Foi confirmado ainda que todas as escolas terão um Centro de Mídias da Educação de São Paulo, que irão contar com um televisor LED 43”, suporte/pedestal, estabilizador, Webcam, microfone, cabo HDMI e equipamentos de som para cada sala de aula. Para as escolas, serão 60 mil notebooks básicos educacionais e outros 6 mil voltados para o uso administrativo do ambiente.

Vacinação dos professores

Desde dezembro, foi estabelecido que as escolas continuem funcionando mesmo se estiverem na fase mais crítica, a vermelha. A todo instante, as autoridades disseram estar em contato com a área da saúde para que todos os protocolos de segurança sejam seguidos. No caso da vacinação dos professores para a volta às aulas, ainda não existe uma data estabelecida, mas o secretário de Educação informou que os professores serão prioridade assim que o primeiro grupo de risco for vacinado. “É para isso que precisamos olhar primeiro e assim que tivermos condições, os professores terão prioridade também”.

Os professores serão prioridade após a vacinação do primeiro grupo de risco (Foto: Unsplash)

Reclassificação do Plano São Paulo

Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo, informou que “nas últimas horas tivemos 15.227 novos casos, 323 óbitos, a média móvel de casos está acima de 10 mil casos e de mortes acima de 200. As médias de internações estão acima de 60% diárias”. Já Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Covid-19, completou que a partir destes dados será necessário uma antecipação da reclassificação do Plano São Paulo para algumas regiões do estado, devido a tendência de aumento de casos.

“Ainda temos um longo trabalho pela frente no enfrentamento da pandemia. Uma das principais mensagens é de que cada um deve continuar fazendo o máximo para se proteger e proteger aos outros”, disse Paulo Menezes.

Início do Programa de Cooperação pela Primeira Infância em São Paulo

Em 2021, em parceria com a SEDUC-SP e as prefeituras, o programa irá oferecer apoio à primeira infância. Com o objetivo de ampliar e qualificar o atendimento de crianças na educação infantil, serão oferecidos recursos financeiros para a ampliação de creches. Segundo Rodrigo Garcia, vice governador de São Paulo, os municípios poderão ter mais de 20 mil vagas em creches nos municípios. Mais informações serão disponibilizadas nos próximos dias, segundo uma nota divulgada à imprensa pelo Governo do Estado de São Paulo

Anvisa

No próximo domingo, 17 de janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trará respostas sobre a aprovação do uso emergencial da vacina. “A Vacina do Butantan foi eficaz para a resposta imunológica, brecando o aumento de casos mais graves da doença e, inclusive, óbitos”, defendeu João Gabbardo. “Eu acredito que ela também vai ser muito significativa e muito importante na redução da transmissibilidade”, completou.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, também falou sobre a análise do órgão: “A vacina é uma das melhores do mundo. Não há motivos para a Anvisa não aprovar. Precisamos tirar as vacinas da prateleira e colocarmos nos postos para a vacinação”. Joao Doria fez um pedido sobre a aprovação da Vacina do Butantan e também da de Oxford: “Esperamos que a Anvisa cumpra o seu dever cientifico e também humanitário, liberando no próximo domingo a vacina do Butantan e também da AstraZeneca”, concluiu.