Avó das 6 crianças que morreram em acidente no Rio lamenta: “Estou sem chão”

Rita de Cássia falou para UOL que foi acordada pelo filho nessa terça-feira contando sobre a perda das crianças

Resumo da Notícia

  • Seis crianças morreram em um acidente de carro em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro
  • O carro caiu de uma ponte que passa por um córrego na RJ-208
  • Em entrevista, os parentes afirmam que a turma estava voltando de um passeio na Lagoa de Cima, um ponto turístico famoso da região

“Eu estou sem chão, com uma dor que eu nem sei explicar”, desabafa a avó das seis crianças que morreram em um acidente de carro em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira, 14 de dezembro. Rita de Cássia falou para UOL que foi acordada pelo filho dizendo: “Mãe, mais um filho meu morreu’.

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O acidente matou 6 crianças (Foto: Reprodução/ G1)

O carro caiu de uma ponte que passa por um córrego na RJ-208. De acordo com testemunhas, o motorista tentou desviar de um ciclista, perdeu o controle do carro e caiu dentro do rio. Entre os pequenos que não resistiram ao impacto estão os irmãos Enzo Gabriel, de 2 anos, Kamilly Sophia, de 6, Phandora, de 8, e Ana Laisa, de 4, e os primos, Brunna Vitória, de 3 anos, e Erick, de 12. As únicas sobreviventes foram Fernanda, de 18, mãe de Brunna, e Vitória, de 13.

Em entrevista, os parentes afirmam que a turma estava voltando de um passeio na Lagoa de Cima, um ponto turístico famoso da região. De acordo com a Polícia Civil, as investigações estão em andamento na 134ª DP e os familiares das vítimas estão sendo chamados para prestar depoimento.

As seis crianças morreram (Foto: UOL)

A família tenta buscar forças para superar a tragédia. Andréia da Conceição, de 36 anos, é avó de Brunna e disse que todos eram muito unidos por morarem no mesmo terreno. “Minhas duas filhas foram as que sobreviveram, elas estão bem fisicamente, já receberam alta, mas a Fernanda [mãe da Brunna Vitória] está arrasada, sem estrutura nenhuma”, conta. “Todos eles se consideravam irmãos, ainda mais que morávamos no mesmo quintal. A Brunna sempre foi muito carinhosa, esperta, uma garota muito ativa, inteligente. Ela era muito apegada a mim e até por isso sinto que um pedaço de mim foi tirado”, finaliza a avó.