Avó de 90 anos faz gorros para recém-nascidos e ganha surpresa do hospital

A idosa preparou chapéus voluntariamente para aquecer os bebês após o parto. A atitude dela encantou os funcionários da maternidade que decidiram presenteá-la com um álbum de fotos das crianças

Resumo da Notícia

  • Avó fez vários gorros para bebês recém-nascidos e doou em hospital
  • Os funcionários se admiraram com a atitude da idosa e decidiram presenteá-la com um álbum de fotos
  • Ela se emocionou ao ver as fotos e reconheceu a importância do trabalho que faz

O hobbie preferido de Jeanie Shaffer é confeccionar lindos gorros para recém-nascidos. Por mais de 15 anos, a rotina da idosa tem sido fazer esses chapéus e doá-los para um hospital em Cumberland, Maryland.  A senhora de 90 anos já fez mais de 11 mil peças e encantou muitos pais que receberam o presente para os bebês.

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Várias noites por semana, a avó senta-se à mesa da cozinha e começa a confeccionar os gorros. Eles são feitos com tecido de algodão e possuem fitas coloridas na parte superior. Jeanie demora em média 15 minutos para fazer cada chapéu e o resultado é incrível. Em entrevista ao portal The Washington Post ela diz: “Isso me dá algo para fazer e é necessário”.

Para a avó, entregar os gorros para os recém nascidos é uma sensação de pura alegria e felicidade. A idosa disse que embora o processo seja simples, colocar o chapéu nos bebês assim que eles nascem tem grande significado para ela. “Tenho uma sensação de felicidade quando estou fazendo os chapéus”, disse a idosa. “Eu amo bebês e só quero que eles tenham uma cabeça quente e um bom começo de vida”.

Jennie ganhou um álbum com as fotos dos bebês usando os gorros feitos por ela (Foto: Reprodução/ Western Maryland)

O gorro tem a finalidade médica de regular a temperatura corporal dos recém-nascidos. “Estamos muito conscientes de controle de temperatura, e um chapéu faz uma diferença enorme”, disse Heidi Quinn, enfermeira da UPMC Western Maryland. Ela explicou: “Os bebês passam de uma mãe agradável e calorosa para um ambiente frio e podem perder calor muito rapidamente”.

Pensando nos pais, a enfermeira também disse: “significa muito saber que alguém dedicou seu tempo para fazer os chapéus”. Ela continuou: “É uma das coisas que eles querem levar para casa. Tem muito valor sentimental”. Heide contou que se não fosse pelo trabalho de voluntários, o hospital teria que comprar os gorros , ou as enfermeiras os fariam nos raros tempos livres. Mas, graças à dedicação de Jeanie, o hospital já conta com um grande estoque de chapéus.

A idosa começou a fazer os chapéus em 2006 depois que uma enfermeira da mesma igreja que ela chamou alguns voluntários para fazer os gorros para recém-nascidos. O grupo se reunia uma vez por mês, e Jeanie disse: “Bem, eu também poderia fazê-los em casa”. A partir disso, ela começou uma rotina regular de fazer os chapéus para os bebês. Além dos quebra-cabeças e caça-palavras, a avó disse que o principal hobbie nos últimos 15 anos tem sido esse.

Avó faz gorros para bebês recém nascidos e doa em hospital (Foto: Reprodução/ Western Maryland)

Jeanie mora com o marido de 70 anos. Ela tem 7 filhos, 15 netos e 28 bisnetos, alguns dos quais nasceram no hospital UPMC Western Maryland e receberam os gorros. Para homenagear os esforços voluntários da idosa, a equipe do hospital decidiu criar um álbum de fotos para ela, cheio de imagens de bebês usando os chapéus. Em uma publicação feita no facebook, eles pediram para que todos os pais que tiveram os bebês presenteados com o gorro, mandassem foto dos filhos vestidos com ele.

Em um dia apareceram mais de mil fotos, e os pais deixaram lindas mensagens para Jeanie nos comentários da publicação. Uma mãe escreveu: “Minha filha tem quase 6 anos e ainda me lembro do momento em que colocaram aquele chapéu nela. Cada chapéu é realmente feito com amor”.

A idosa percebeu o impacto do trabalho dela quando a equipe do hospital a presenteou com o álbum de fotos. Ele foi dado como presente de dia das mães, em maio. Ela ficou surpresa ao receber o presente e disse: “Foi realmente um choque para mim que eles [os gorros] tivessem feito algo assim”. Ela chorou enquanto olhava todas as fotos e comentou: “Foi uma grande sensação. Estou muito feliz por poder fazer algo para ajudar as pessoas”.