Avó de Ester lembra últimos momentos com a neta em entrevista exclusiva: “Deixou lembranças maravilhosas”

Rosimeire Oliveira Sigoli, avó de Ester, de apenas quatro anos, conversou com a Pais&Filhos e lembrou os bons momentos ao lado da neta

Resumo da Notícia

  • Em entrevista à Pais&Filhos, Rosimeire Oliveira Sigoli, avó de Ester, lembrou os bons momentos ao lado da neta
  • Ela contou que as duas sempre foram muito apegadas e que o momento tem sido muito difícil para a família
  • Rosimeire não estava com a família no momento do incidente

Ester de Oliveira, de apenas quatro anos, vai deixar muita saudade na vida da avó, Rosimeire Oliveira Sigoli. No último domingo, 11 de julho, a menina foi baleada por causa de uma antiga briga por vaga de garagem, em Santo André, no ABC Paulista, e acabou não resistindo.

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Em entrevista exclusiva à Pais&Filhos, Rosimeire lembrou da neta com muito carinho e falou sobre o momento de luto da família. “Falar da Ester é fácil demais, ela foi extraordinária em nossas vidas. Tinha opinião própria e escolhia as roupas que queria vestir”.

Rosimeire Oliveira Sigoli contou que a neta tinha muita personalidade e era a alegria da família (Foto: Arquivo Pessoal)

Ester e Rosimeire sempre foram muito apegadas e todo o carinho começou antes mesmo do nascimento. “Ela nos deixou muitas lembranças maravilhosas. Vivi desde o início da gravidez. Vi a barriga [da Brenda] crescer dia após dia”, disse emocionada.

Alguns dias antes, Ester comentou com a família sobre pedir para morar com Deus. “Ela disse que queria morar com Jesus, porque aqui [na terra] era muito chato. Eu ensinava para ela a palavra de Deus, lia a bíblia. A Ester falar isso foi muito perspicaz”.

Ester acabou não resistindo aos ferimentos enquanto era socorrida pela família (Foto: Arquivo Pessoal)

Apesar de não estar no momento do incidente, Rosimeire descreveu a situação como “muito triste e desafiadora para seguir em frente”. Em uma série de fotos compartilhadas pelo WhatsApp, Rosimeire contou que “foi só um pouquinho” do que viveu com a neta e relembrou os bons momentos. A Pais&Filhos deseja muita força para toda a família.

Entenda o caso

Ester chegava de carro com o pai, a mãe, e mais três crianças da família quando foram abordados pelo vizinho, Bruno Freitas. Ele saiu armado de casa e começou a atirar várias vezes contra o carro da família. Logo em seguida, ele fugiu. De acordo com investigações, o crime foi motivado por uma antiga briga por vaga de garagem que acontecia entre os vizinhos desde 2018.

Bruno Freitas atirou diversas vezes contra o carro da família e atingiu pai e filha (Foto: Arquivo Pessoal)

Os tiros acabaram acertando Ester, de apenas quatro anos. O pai, que estava ferido por também ter sido atingido correu com ela até a Santa Casa de Santo André, mas não conseguiu chegar a tempo de  salvá-la. O corpo da criança foi velado na segunda-feira, 12 de julho.

Como tudo aconteceu

Jorge Willians de Oliveira Sigoli, pai de Ester, está vivendo o luto após perder a filha no último domingo, 11 de julho. No momento da tragédia, ele teve o instinto de tentar proteger a família durante os diversos disparos feitos pelo vizinho, Bruno Freitas.

“Na hora, eu só pensei no pior. Imaginei que todo mundo fosse morrer”, lembrou Jorge. No incidente, ele estava chegando em casa de carro, acompanhado por Ester, a esposa, Brenda, e outras três crianças. “A minha primeira reação foi não só defender a Ester, porque tinham muitas crianças”, disse emocionado.

Durante o tiroteio, o pai chegou a ser ferido, mas tentou de tudo para salvar a vida da filha. “Eu percebi na hora [os tiros]. Quando eles foram pegando, eu sabia. A minha intenção foi de levar a Ester para o hospital, mesmo sabendo que ela estava sem vida. Eu confiava que os médicos iam conseguir reanimá-la”.

Jorge Willians de Oliveira Sigoli fez de tudo para tentar salvar a vida da filha, de apenas quatro anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Brenda Oliveira Sigoli, mãe de Ester, também tentou proteger a família e chegou a arriscar a própria vida. “Em nenhum momento a Brenda saiu correndo. Ela ficou lá e enfrentou tudo”, contou Jorge. Agora, três dias após a tragédia, o pai disse que o momento tem sido de muita tristeza, mas lembrou dos bons momentos com a filha com muito carinho. “Ela era uma menina muito presente, estava com a gente onde fosse, a qualquer hora”.

Apesar de todas as dificuldades, a família foi muito importante em um momento tão difícil como esse. “Nós sempre procuramos ser muito unidos, estar um do lado do outro, por perto. Por mais que a gente não tenha condições financeiras, procuramos ajudar com palavras e apoio. Família é tudo. Ela é construída por Deus e minha base”, concluiu.