Família

Avó pode tudo sim! E agora temos provas científicas

Como se a gente já não soubesse

Ana Beatriz Alves

Ana Beatriz Alves ,Filha de Maria de Fátima

(Foto: iStock)

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Sabe quando seu filho vai para a casa da avó e ela faz tudo o que ele quer o dia inteiro? Nada de reclamar, isso é importante para o bem-estar dele! E não estamos dizendo isso porque amamos ser mimadas, não.

Um estudo publicado pela London School of Economics and Political Science chegou à conclusão de que a presença participativa dos pais na criação da criança é fundamental, mas tem um impacto significativamente menor no bem-estar dos filhos do que a relação com as avós maternas.

A Ellen Moraes Senra, psicóloga e especialista em terapia cognitivo comportamental e mãe de Rafael, explica que é uma questão de influência. “Quando os pais se tornam avós acabam tendo um papel diferente.” Educar e impor limites já são funções dos pais, as avós ficam com a parte gostosa da criação: a de dar (muito) amor.

Ela se dedica em dar carinho, atenção e cozinhar todas aquelas comidas preferidas do neto porque o foco dela é totalmente diferente do seu. Na maioria das vezes, ela já não mora com o neto, então quando tem um final de semana com ele, não tem que pensar no horário, nas responsabilidades do dia a dia, ela só quer saber de fazer a criança se sentir bem.

E isso gera sentimentos de proteção e carinho muito grandes no neto. Ele tem a segurança de correr para alguém quando briga com os pais ou quando só precisam de um colo bem gostoso. É claro que o seu amor é importante e tão bom quanto, mas a relação é diferente e faz muito bem para o seu filho se você não limitar o carinho da avó.

E as paternas não precisam ficar tristes, “ela pode desempenhar um papel tão importante quanto”, tudo depende da aproximação que tem com o neto. “O que acontece é que, geralmente, as avós maternas ficam mais próximas, principalmente no começo.” Algumas até se mudam para a casa da filha quando o bebê nasce e acabam se conectando mais.

Deixa eles se curtirem!

Betty Monteiro, pedagoga, psicóloga, psicopedagoga, colunista da Pais&Filhos e mãe de Gabriela, Samuel, Tarsila e Francisco, escreveu o livro “avós e sogras” que discute qual o lugar das avós no século 21. Sobre o cuidado que implica extrema dedicação e pode leva-loas a interferir na educação das crianças, o que gera inúmeros problemas. Como resolver? Abordando a avosidade, a transmissão geracional e os novos papéis que as avós, sogras e noras precisam desempenhar. O livro está cheeeio de dicas.

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Queridos avós

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