Avó que não pôde adotar cachorro por ser considerada “muito velha” ganha filhote da neta

Nélida Fernández, de 76 anos, é apaixonada por animais e procurou no Peru em diversos abrigos de pets de estimação um bichinho para chamar de seu. Apesar da vontade, ela e o marido ouviram de praticamente todas as instituições que eles eram “muito velhos para a adoção”

Resumo da Notícia

  • Nélida Fernández, de 76 anos, é apaixonada por animais
  • Ela procurou no Peru em diversos abrigos de pets de estimação um bichinho para chamar de seu
  • Apesar da vontade, ela e o marido ouviram de praticamente todas as instituições que eles eram "muito velhos para a adoção"

Nélida Fernández, de 76 anos, é apaixonada por animais e procurou no Peru em diversos abrigos de pets de estimação um bichinho para chamar de seu. Apesar da vontade, ela e o marido ouviram de praticamente todas as instituições que eles eram “muito velhos para a adoção”. Para resolver a situação, a neta do casal resolveu intervir.

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“Isso me deixou muito triste. Eles são um casal muito amoroso, mas estavam sendo negados a algo pelo qual estavam muito animados”, contou a neta de Nélida, a comunicadora Andrea Hijar, de 23 anos. Hijar contou que a avó ficou muito triste com o julgamento que quase desistiu da ideia de ter um cachorro. Enquanto isso, ela começou a procurar por um pet nas redes sociais.

Quando Andrea finalmente encontrou um filhote disponível para adoção, ela entrou em contato com os donos do abrigo e explicou toda a situação que a avó viveu e como outras ONGs rejeitaram suas propostas de adoção por causa da idade dela. Depois de conhecer a história, o dono do filhote concordou em dar o pet para dona Nélida.

Avó ganha cachorro de estimação e se emociona (Foto: Reprodução Arquivo Pessoal)

Andrea conta que o pai e o avô foram buscar o novo pet da família para fazer uma surpresa para a avó. Andréa gravou a reação de Nélida ao receber o animal de estimação, que recebeu o nome de Princesa. Em conversa com o G1, a neta do casal contou que ficou surpresa com a repercussão que a história da família teve.

Quais são os benefícios de ter um pet na família?

Um pesquisador sueco, Bill Hesselmar, da Universidade de Gothenburg decidiu entender se há diferença entre crianças que tiveram apenas um animal de estimação, daquelas que tiveram mais e analisar se eles precisam viver dentro de casa para trazer algum tipo de benefício.

Ele analisou, junto com outros amigos de pesquisa, dois estudos realizados há alguns anos. O maior deles, contou com a participação de 1029 crianças de idades entre sete e oito anos. O outro, acompanhou 249 recém-nascidos por oito anos.

No primeiro estudo, as alergias atingiam 49% das crianças que viveram o primeiro ano de vida em uma casa sem animais. Já os bebês que tiveram, tinham 43%. E aquelas que tinham três animais diminuíam sua chance para 24%. Durante a pesquisa, apenas duas crianças tinham cinco animais e nenhuma delas tiveram alergias. No segundo, 48% das alergias atacavam os bebês que não foram expostos a animais no primeiro ano, 35% para aqueles que foram e 21% para as crianças que viveram com mais de um pet.

Isso mostra que ter animais de estimação tem relação direta com a prevenção de alergias. Quanto maior o contato com gatos e cachorros você tem quando é bebê, menor é a chance de ter asma, eczema ou febre do feno mais tarde. Ao mesmo tempo, depende da dose: quanto mais animais convivem na sua casa durante os primeiros 12 meses, maior proteção contra alergias. E esses animais não podem estar o tempo inteiro no quintal. “Um cão ou gato que quase nunca entra na casa ou que quase nunca tem contato com a criança pode não protegê-la”, explica o pesquisador.

Ele acredita que os pets têm micróbios que estimulam o sistema imunológico das crianças e previnem que eles desenvolvam alergias. Fora isso, o contato com outras crianças e passar tempo ao ar livre também pode ter um efeito protetor para os bebês.