Bebê de 1 ano desaparecido pode ter sido sacrificado em ritual pela própria família, diz polícia

Wesley desapareceu em dezembro de 2021, mas o caso só foi denunciado em fevereiro deste ano. A polícia investiga o suposto sequestro da criança e lida com a possibilidade do bebê ter sido morto queimado durante um ritual

Resumo da Notícia

  • A morte de um bebê de 1 ano e 10 meses pode estar ligada a um sacrifício feito em um ritual
  • O menino Wesley desapareceu em dezembro do ano passado, mas o caso só foi denunciado em fevereiro deste ano
  • A família dele está presa temporariamente

Na última segunda-feira, 21 de fevereiro, a Polícia Civil prendeu temporariamente os pais e avós paternos de Wesley Carvalho Ferreira, uma criança de 1 ano e 10 meses que desapareceu em 29 de dezembro de 2021. Na época, a mãe do bebê denunciou o caso como um sequestro mais de um mês depois de ter perdido o filho.

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Agora, a suspeita por trás do desaparecimento do menino é de que ele teria sido queimado durante um ritual feito pela própria família dele. Na época, a mãe de Wesley contou que havia sido levado por dois homens encapuzados, mas o suposto sequestro foi denunciado somente em 9 de fevereiro de 2022. Depois disso, a polícia passou a investigar a possibilidade de homicídio com ocultação de cadáver.

Bebê de 1 ano desaparecido pode ter sido sacrificado em ritual pela própria família, diz polícia
Bebê de 1 ano desaparecido pode ter sido sacrificado em ritual pela própria família, diz polícia (Foto: Divulgação Arquivo Pessoal / Polícia Civil)

Em entrevista ao G1, O delegado Mateus Zanatta, coordenador das Delegacias Especializadas, deu mais detalhes sobre o caso do menino Wesley. De acordo com ele, o bebê morreu após um jejum de duas semanas que toda a família fez, incluindo a criança. Após esse período, ele teria sido sacrificado.

“Eles já foram interrogados e existem alguns fatos obscuros e controversos que precisam ainda ser esclarecidos. A Polícia Civil descarta já a hipótese de sequestro dessa criança e trabalha com outras linhas de investigação e uma delas é que a família da vítima ficou em jejum duas semanas, orando e depois sacrificou essa criança, colocando fogo no seu corpo”, contou Zanatta.

Agora, uma perícia deverá ser realizada no local onde a criança teria sido sacrificada. A família de Wesley ficará presa por 30 dias.