Bebê de 11 meses fica 15 minutos desacordada após se afogar em balde de água

A cuidadora da menina conta que se distraiu e, assim que percebeu o ocorrido, correu para levar a criança para o Corpo de Bombeiros da cidade de Piraju, em São Paulo

Resumo da Notícia

  • Uma menina de 11 meses estava sob os cuidados da babá quando se afogou em um balde de água
  • A cuidadora da bebê correu para o Corpo de Bombeiros da cidade de Piraju, em São Paulo
  • A menina estava desacordada e não apresentava reação aos cuidados dos bombeiros, que a encaminharam para o hospital mais próximo
  • A criança segue em estado grave na UTI
  • Veja como prevenir esse tipo de acidente com os filhos!

Uma bebê de 11 meses estava sob os cuidados da babá quando se afogou em um balde de água. A cuidadora, percebendo o ocorrido, correu com a menina para o Corpo de Bombeiros mais próximo na cidade de Piraju, em São Paulo. A equipe médica do local prestou os primeiros socorros na menina, mas decidiu encaminhá-la para o pronto-socorro.

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A responsável pela criança no momento do acidente conta que foi durante um leve período de distração que percebeu a menina se afogando. Foi por causa da falta de reação da bebê aos cuidados dos bombeiros que ela foi levada ao hospital.

A criança foi levada às pressas para o Hospital de Piraju, no interior de São Paulo (Foto: Reprodução/ G1)

Ela segue internada em estado grave. Os médicos do local ainda contam que a menina chegou na unidade médica com um quadro de parada cardiorrespiratória – e que chegou a ficar 15 minutos desacordada. Agora, ela segue entubada e foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva do hospital, onde segue em estado grave.

Como prevenir afogamentos?

Um infeliz acidente pode ser fatal para crianças de quaisquer idades – e, por causa disso, é importante entender os principais alertas e medidas de prevenção de afogamentos. Mesmo sendo a principal causa de morte para essa faixa etária, são medidas muito simples que são capazes de resolver o problema!

“Cuidar não é só ficar olhando. É muito mais do que isso. Para tomar conta mesmo, é preciso abrir mão da diversão, do celular… Porque, depois que o acidente acontece, não tem mais volta”, alerta o pediatra Marco Antônio Chaves Gama, pai de Bruno e Gabriela e presidente do Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Depois de afogar-se

Caso a criança já esteja envolvida nesse tipo de acidente, é importante que a reação seja imediata – já que, no geral, as crianças perdem a consciência depois de dois minutos embaixo d’água. Em cinco, a oxigenação do cérebro fica comprometida e já aumentam os riscos de sequelas e problemas mais graves, como paralisia cerebral.

É importante ficar atento nas situações de afogamento de crianças (Foto: iStock)

Se seu filho cair na água e se afogar, é preciso ter calma. O primeiro passo é retirá-lo da água e desobstruir as vias respiratórias, colocando a cabeça um pouco para trás. Não dá para perder tempo. Logo em seguida, ligue para o serviço de emergência. Tenha o número do SAMU (192) e do Corpo de Bombeiros (193) sempre à mão e salvo nos contatos do celular. Ele pode ser útil quando você menos imaginar. “O importante é ligar para os bombeiros ou para a emergência imediatamente. Eles sabem como orientar e vão dando o passo a passo do que você deve fazer”, explica Marco Antônio.

É importante evitar!

Apesar de comum, o afogamento infantil pode ser evitado com atitudes muito simples. O primeiro passo é sempre supervisionar e orientar sobre os riscos. A seguir, listamos o que você pode fazer para manter seu filho em segurança:

  • Nunca deixe crianças sozinhas dentro ou perto da água, mesmo quando estiverem de colete salva-vidas. Um adulto sempre deve estar de olho, supervisionando o tempo todo. Ele deve estar a um braço de distância, no máximo;
  • Ao chegar a um lugar com piscina, lago, rio ou mar, explique sobre todos os riscos e oriente que nadar sozinho, sem ninguém por perto, pode ser perigoso;
  • Não superestime a habilidade das crianças. Mesmo aquelas que “sabem nadar” precisam de supervisão e orientação;
  • Deixe o celular de lado. Não dá para supervisionar as crianças e responder mensagens ao mesmo tempo;
  • Tenha cuidado com boias e equipamentos infláveis. Eles podem virar ou estourar a qualquer momento. Prefira sempre o colete salva-vidas;
  • Tenha sempre um telefone por perto. Salvar os números do atendimento de emergência também pode ser muito útil (SAMU: 192; Corpo de Bombeiros: 193)

Assim, é possível garantir um dia em família na praia ou na piscina divertido (e seguro!) para todo mundo! E, relembrando o Dr. Marco Antônio – cuidar é mais do que só olhar!