Bebê nasce com anticorpos da Covid-19 três semanas após mãe ser vacinada

Caso é o primeiro registrado do mundo e foi descoberta pela Universidade Atlântica da Flórida na última sexta-feira. A mulher trabalha na linha de frente do combate ao vírus

Resumo da Notícia

  • Anticorpos contra a Covid-19 foram encontrados no organismo de um recém-nascido
  • A mãe havia sido vacinada três semanas antes
  • A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade Atlântica da Flórida

Anticorpos contra a Covid-19 foram encontrados no organismo de um recém-nascido depois que a mãe recebeu a primeira dose da vacina. O caso é considerado o primeiro do tipo no mundo e aconteceu três semanas depois que a mulher foi imunizada. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade Atlântica da Flórida e publicada na medRvix na última sexta-feira, 5 de fevereiro.

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A mãe recebeu a vacina da Moderna na fase final da gravidez (Foto: Unsplash)

A mãe era profissional da linha de frente de combate ao vírus e recebeu a vacina fabricada pela Moderna depois de completar 36 semanas e três dias de gravidez. O parto aconteceu três semanas depois, de maneira espontânea. De acordo com os cientistas, as células de defesa foram encontradas no sangue do cordão umbilical.

“Demonstramos que os anticorpos anti-SARS-CoV-2 IgG são detectáveis em uma amostra de sangue do cordão umbilical de recém-nascidos após uma única dose da vacina.Portanto, há potencial para proteção e redução do risco de infecção do SARS-CoV-2 com a vacinação materna”, diz um trecho do estudo.

Os pesquisadores descobriram as células de defesa no sangue do cordão umbilical (Foto: Freepick)

Os resultados, apesar de animadores, devem ser olhados com cautela, dizem os pesquisadores. Eles alertam que os dados ainda não foram totalmente revisados e que os estudos seguem em fase preliminar.

“Mais estudos serão necessários para quantificar a quantidade de anticorpos neutralizantes virais presentes em bebês nascidos de mães que são vacinadas antes do parto. Além disso, instamos outros pesquisadores a criar registros de gravidez e amamentação, bem como conduzir estudos de eficácia e segurança das vacinas contra a Covid-19 em mulheres grávidas e lactantes e seus filhos”, afirmam.