Bebê sofre morte súbita enquanto dorme e mãe relata drama: “Não sei como vou continuar sem você”

Kayleigh Leonard, de luto, contou sobre o dia em que sofreu o pior pesadelo de todos os pais

Mãe encontra filho sem vida pela manhã (Reprodução/Facebook)

Kayleigh Leonard, 24 anos, encontrou seu filho de 2 anos, Arlo, sem reação depois de uma noite de sono no último dia 6 de agosto. A mãe foi acordar o bebê pela manhã e o achou sem vida.”Nenhuma dor chegará perto da dor de perder você meu Arlo, você é meu mundo absoluto e eu te amo mais que a vida, baby boy”, desabafou em entrevista ao Liverpool ECHO.

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A mãe diz que nenhum pai deveria passar por essa situação que agora ela não sabe o que fazer. “Não sei como vou continuar sem você. Nenhum pai deve colocar o bebê na cama e não acordar”, continuou ela.

“Para sempre meu bebê, meu anjo Arlo para sempre”, Kayleigh disse que faria qualquer coisa por mais um dia com seu filho, que ela descreveu como “o mais especial anjinho amoroso do mundo”.

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Entenda mais sobre a morte súbita 

De acordo com o Dr. Drauzio Varella, os cientistas não sabem se a morte acontece durante o sono ou no período de transição entre sono e vigília, que ficam alternando durante a noite. O que o médico explica é que esse tipo de morte tem maior incidência entre 2 e 4 meses de idade e que é mais comum entre os meninos. “Colocar a criança para dormir de barriga para baixo (em pronação) aumenta sobremaneira o risco e a ocorrência depois dos 6 meses de idade é rara”, escreve o especialista em um artigo no site Drauzio Varella.

Dividir a cama de casal com o bebê pode aumentar em cinco vezes o risco da criança morrer por Síndrome de Morte Súbita Infantil (SIDS, em inglês). O risco, segundo um novo estudo publicado no jornal BMJ Open (periódico online dedicado a publicar pesquisas médicas e de áreas terapêuticas), é o mesmo que nos casos das famílias onde os pais fumam, usam drogas ou bebem álcool  (fatores estes que já foram anteriormente associados com os casos de Síndrome da Morte Súbita Infantil) ou não. O resultado causou discussões e traz uma nova perspectiva sobre o assunto. As informações são do site MedPageToday.com.

Quando nenhum dos pais fumam, o bebê foi amamentado, tem menos de três meses e não há outros fatores de risco da SIDS, a probabilidade da criança ter uma morte súbita (somente por dividir a cama ou o quarto) é de 5.1, segundo o especialista, Robert Carpenter, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, para o jornal BMJ Open. O valor absoluto desta estimativa é de 0,23 mortes a cada 1.000 nascimentos (ao dividir a cama) e de 0,08 mortes em 1000 nascimentos (ao dividir o quarto).

Segundo os pesquisadores, nove em cada 10 casos de Síndrome de Morte Súbita não teriam ocorrido se as crianças não estivessem na cama com os pais.

Avisos sobre os problemas em dividir a cama com os filhos variam de acordo com o país, mas existe uma aceitação geral que dormir com o bebê pode ser um risco em camas de mães e/ou pais que fumaram ou tomaram álcool. Ainda não houve um consenso se o problema continua na cama de pais que não apresentam os fatores de risco.

Outros estudos afirmam que o tabagismo continua sendo um dos maiores contribuintes para SIDS. Bebês com duas semanas de idade que compartilharam a cama com pais fumantes tinham um risco 65 vezes maior de SIDS em comparação com crianças com os pais que não fumam. O uso de drogas ilícitas pela mãe foi associado com um aumento de 11 vezes no risco em crianças que compartilham a cama com elas.

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