Boa notícia! Estudo aponta 69 medicamentos potenciais para tratar coronavírus

Pesquisa liderada pela Universidade da Califórnia testa remédios usados no tratamento de câncer e doenças neurodegenerativas, sendo alguns deles aprovados e outros em fase de estudos clínicos

Resumo da Notícia

  • Pesquisadores encontram nova abordagem para identificar um tratamento eficaz contra a doença causada pelo novo coronavírus
  • Os medicamentos são usados para tratar outras doenças, como câncer e doenças neurodegenerativas
  • Confira as demais informações
A pesquisa estuda medicamentos atualmente usados para tratar outras doenças, como câncer e doenças neurodegenerativas (Foto: Getty Images)

Um novo estudo sugere uma nova abordagem para identificar um tratamento eficaz contra a doença causada pelo novo coronavírus. A pesquisa é liderada pela da Universidade da Califórnia em São Francisco, em parceria com a Escola de Medicina Icahn em Monte Sinai, também nos Estados Unidos, e do Instituto Pasteur, na França.

De acordo com o coautor do estudo, Nevan Krogan, a pesquisa estuda medicamentos atualmente usados para tratar outras doenças, como câncer e doenças neurodegenerativas (que ocorre a destruição irreversível de neurônios). Ele participou de uma conferência online realizada pela BayBrazil, organização sem fins lucrativos dedicada a conectar ecossistemas de profissionais e negócios do Brasil e dos Estados Unidos.

A metodologia usada consiste em identificar proteínas do corpo humano com as quais o vírus interage ao nos infectar. Assim, é possível identificar medicamentos já existentes que podem inibir a produção dessas proteínas e elaborar uma lista de remédios que possivelmente combatem o coronavírus. “Fizemos um mapeamento e identificamos cerca de 300 proteínas humanas que poderiam interagir com os 30 genes virais relacionados a Sars-CoV-2”, afirma Krogan, segundo a Época.

A partir desse mapeamento, os pesquisadores encontraram 69 medicamentos com potencial para tratar o coronavírus, sendo alguns deles aprovados e outros em fase de estudos clínicos. Para os testes, os especialistas utilizaram células de macacos infectados com coronavírus.

O pesquisador acredita que pode demorar até um ano e meio para que uma vacina contrao vírus fique pronta, mas que até o final do ano será possível identificar medicamentos já existentes para o tratamento de outras doenças que possam ser usados no combate à covid-19.

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