Brasil não atinge meta de vacinação infantil: entenda a importância de proteger o seu filho

Pela primeira vez, em quase 20 anos, o país não alcançou o índice de imunização, que está em queda há cinco anos. Saiba como participar dessa missão com toda a família e fazer parte desta corrente

Resumo da Notícia

  • A taxa de vacinação está em queda há cinco anos
  • Com a pandemia, o problema se agravou ainda mais
  • Saiba como proteger o seu filho

Vacinação infantil é assunto sério, e seu filho não pode ficar de fora dessa! Em quase 20 anos, pela primeira vez, o Brasil não conseguiu atingir nenhuma das metas das principais vacinas para crianças de até um ano, de acordo com dados de 2019 analisados pela Folha de São Paulo.

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A cobertura ideal de vacinação é de 95%, de acordo com o Ministério da Saúde (Foto: Getty Images)

A queda, que vem acontecendo há cinco anos, já chegou em 27% para alguns imunizantes, tornando o dado de extrema preocupação. Com a pandemia do novo coronavírus o problema ficou mais sério, pois ainda existem atrasos pela procura da vacinação infantil, que pode ter uma nova queda recorde neste ano.

Quais são os riscos?

“Nenhuma das vacinas essenciais atualmente chegam a 95% de cobertura – o nível exigido pelo Ministério da Saúde”, explica Pedro Westphalen, presidente da Frente Nacional de Imunização. A preocupação dos números baixos pode indicar o retorno de doenças que já haviam sido eliminadas no país como, por exemplo, o sarampo, ou as que já estavam controladas.

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É essencial se reconectar com as famílias neste momento tão delicado (Foto: Shutterstock)

Precisamos ficar de olho!

“A culpa, porém, não pode ser atribuída apenas ao atual momento, pois, ano a ano, o número que baliza a proteção coletiva tem despencado. O que já era ruim agora piorou mais. Em 2019, das nove principais vacinas que protegem nossos menores, apenas três alcançaram o patamar ideal. Em outros períodos, já batemos a meta para sete delas”, reforça.

A queda da vacinação infantil começou a dar os primeiros sinais em 2015, e em 2017 passou a se agravar. Segundo o Ministério da Saúde, em 2018 a imunização teve uma leve recuperação, mas sem minimizar a importância de seguir todos os prazos.

(Foto: iStock)
A vida é aqui e agora! (Foto: iStock)

Para Pedro Westphalen, é importante dar mais atenção e se reconectar com todas as famílias: “Temos de dar mais capilaridade para o processo de vacinação, voltar a imunizar em farmácias e escolas. Estar mais perto, junto da comunidade. Necessitamos dar mais atenção para o essencial: a vida. Agora, mais do que nunca, cuidar da saúde de todos é essencial”, conclui.

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