Brasileira conta detalhes de como salvou menino torturado pelos pais nos EUA: “Monstros”

Flaviane Carvalho trabalha como garçonete em um restaurante e, após suspeitar que havia algo de errado com uma família, conseguiu chamar a polícia e salvar a vida do menino

Resumo da Notícia

  • Flaviane Carvalho salvou um menino de 11 anos que sofria torturas físicas
  • Quem agredia o menino era o padrasto
  • Ela voltou a se posicionar sobre o caso e disse que o homem era um "monstro"

No início de janeiro, o caso de um menino que foi salvo da tortura que sofria pela parte dos pais enquanto estava em um restaurante chocou o mundo. Flaviane Carvalho, garçonete responsável por denunciar os pais do menino, agiu rápido e foi considerada uma heroína.

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O caso aconteceu durante o primeiro dia do ano e foi noticiado pela polícia local, logo após Flaviane dar uma entrevista para ela – assim, o caso ficou conhecido mundialmente. Dias após o acontecimento, a garçonete, que também é mãe de duas meninas, conversou com o Daily Mail e contou como tudo aconteceu e conseguiu salvar o menino de 11 anos das torturas que ele sofria do padrasto, a quem ela chamou de “monstro”.

(Foto: reprodução/News Orlando.com)

“Eles pareciam uma família normal. Mas eles estavam em quatro pessoas na mesa e só haviam três pratos. Estava faltando uma refeição”, contou. A desconfiança de algo estava errado só aumentou quando ela se aproximou e viu que o menino tinha machucados no rosto. “O pai do menino disse que não era problema, que ele comeria em casa. Mas eu sabia que tinha alguma coisa de errado, famílias não fazem isso”. Além disso, Flaviane disse que o menino parecia estar muito triste. “Eu precisava fazer alguma coisa”.

“Eu escrevi uma placa perguntando se ele estava bem. E ele acenou com a cabeça que não. Alguns minutos depois, escrevi outra placa perguntando se ele precisa de ajuda. E então que ele fez que sim com a cabeça”, relembrou. Foi nesse momento que ela se retirou e chamou a polícia calmamente, para não chamar atenção dos adultos responsáveis pelo menino.

Mas Flaviane estava preocupada e implorou para que a polícia chegasse o mais rápido possível. “Eles vão sair em 10, 15 minutos no máximo”. Mas foi apenas uma questão de poucos minutos para que eles chegassem ao restaurante e encontrassem a família ainda sentada na mesa, comendo.

Timothy Wilson, de 34 anos, é padrasto do menino e foi preso no mesmo dia. O enteado acusou o homem de prendê-lo algemado e de ponta cabeça em uma porta e bater nele com um cabo de vassoura, o punho e um coçador de costas. Já a mãe, Kristen Swann, de 31 anos, foi acusada de negligência por não ter feito nada para salvar o filho.

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(Foto: reprodução/Departamento de Polícia de Orlando)

Além dos castigos físicos, o menino ficava muito tempo sem ser alimentado como punição – por causa disso, ele estava abaixo do peso ideal para os 11 anos: tinha o equivalente a um menino saudável de apenas 8 anos.

“Eu queria poder abraçar aquele menino e dizer que ele foi muito corajoso. Queria dizer que sinto muito orgulho dele”, ela contou ao jornal. “Foi um ato de Deus que ele estivesse sentado naquela mesa e que eu pudesse mostrar o bilhete para ele sem que os pais vissem”. Apesar dos vários machucados encontrados no menino, não haviam evidências de que a irmã mais nova dele também sofria torturas – o que faz os policiais acreditarem que o menino era espancado justamente por não ser filho biológico dele.

“Sinto que eu fiz o que deveria ser feito. Fiz o que o meu coração mandou e me guiou a fazer”, conta Flaviane, que é brasileira e mora em Orlando com o marido há 13 anos.