Família

Brasileiras têm cada vez menos filhos, revela pesquisa

A média atual é de 1,7 filhos por família, em 1960 era de 6 crianças

Redação Pais&Filhos

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(Foto: iStock)

Dinheiro e dificuldade em conciliar vida profissional com familiar são motivos para as mulheres brasileiras terem menos filhos (Foto: iStock)

Na última quarta-feira, o relatório de Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa-ONU) sobre a Situação da População Mundial revelou que as mulheres brasileiras tem cada vez menos filhos. A média atual é de 1,7 filho por família; na década de 1960, era de 6 filhos. A taxa brasileira de fecundidade é inferior à média da América Latina (2) e do mundo (2,5). A idade média da mulher brasileira tornar-se mãe é 26,4 anos.

Essa tendência deve se mantar até 2022, situação que “coloca o Brasil abaixo da taxa de reposição, que é de 2,1 filhos por mulher. Ou seja, a população deve decrescer com o passar dos anos”, explica Jaime Nadal, representante da Unfpa. Ele destaca também os perfis de famílias do Brasil que fazem parte do estudo. Casais e mulheres que escolhem ter filhos abaixo do que gostariam por incapacidade de conciliar vida profissional e pessoal, além das mulheres que não podem fazer essa escolha por não terem serviços de saúde pública e métodos contraceptivos para evitar a gravidez.

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Em média, mulheres com zero a 4 anos de estudo têm uma média de 2,9 filhos, diferente das que possuem 12 ou mais anos de estudo, que não ultrapassam a taxa de 1,2 filho. O principal dever do estado é dar as mulheres de todas as regiões o “poder de escolha.” “Tem a ver com completarem o ciclo educativo, viverem sem violência e respeitadas” completa Nadal.

Ariane Mayer, mãe e gerente de unidade de negócios, se viu pressionada a engravidar ao chegar nos 35 anos. Ela contou ao Estadão que, mesmo tendo “programado” a gravidez, foi um susto. “Não tive cabeça formada para ser mãe. Fui educada para ser independente, não depender de marido e ter a minha vida profissional.” Para conciliar a profissão e o filho, ele colocou Theo, de apenas 10 meses, em uma escola em tempo integral. “Cuido o máximo que posso, mas também não com extremo. Lidando desse jeito, já sobrecarrega. Você precisa abrir mão da sua liberdade.” O custo de manter um filho foi outro fator para Ariane escolher engravidar só uma vez.

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