Brasileiros desenvolvem máscara muito mais eficiente na proteção contra o novo coronavírus

O produto deve estar disponível no início de maio e custara entre R$ 20 e R$ 30. 10% da produção será doada aos profissionais da saúde que estão lutando contra a doença no país

Resumo da Notícia

  • Empresas brasileiras criam máscaras mais eficientes na proteção contra o coronavírus
  • O produto deve estar disponível no início de maio
  • As máscaras são reutilizáveis e podem ser esterilizadas com água e sabão
  • Elas custarão entre R$ 20 e R$ 30
Brasileiros desenvolvem máscara muito mais eficiente na proteção contra o novo coronavírus (Foto: Getty Images)

Todos queremos nos proteger contra o novo coronavírus. Pensando nisso, a startup paulista Nanox desenvolveu em parceria com a indústria de plásticos Elka uma máscara reutilizável que promete aumentar o nível de proteção contra a covid-19.

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O produto é feito com com um polímero flexível – semelhante a uma borracha -, moldável ao rosto e com micropartículas à base de sílica e prata incorporadas à superfície do material. “As micropartículas de prata e sílica aumentam o nível de proteção ao impedir a presença na máscara de fungos e bactérias, que podem facilitar a adesão e a proliferação do novo coronavírus na superfície de materiais”, disse o diretor da Nanox à Agência Fapesp Luiz Gustavo Pagotto Simões.

Pensando no meio ambiente no bem estar dos consumidores, a máscara é reutilizável e pode ser totalmente esterilizada por meio da lavagem com água e sabão. Segundo a UOL, a máscara possui dois filtros descartáveis do tipo PFF2, similares ao do tipo N95 presente nas máscaras usadas hoje pelos profissionais de saúde.

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Os filtros são inseridos nas laterais da máscara, em respiradores protegidos por uma tampa, impedindo assim o contato físico e a contaminação com o toque direto das mãos. De acordo com Simões, o tempo para substituição dos filtros precisará ser estabelecido pelos profissionais da saúde.

Os filtros atendem os requisitos do Ministério da Saúde e passaram por testes de eficiência de filtragem bacteriológica, que determinam a eficiência da filtração bacteriana de um produto.

O valor unitário da máscara será entre R$ 20 e R$ 30. A princípio serão produzidas 200 mil  unidades, que estão previstas para serem entregues no início de maio. A Elka pretende doar até 10% da produção para instituições de saúde.

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