Buenos Aires proíbe linguagem de gênero neutros nas escolas: entenda o caso

Foi proibido o gênero neutro durante as aulas e nas comunicações interpessoais

Resumo da Notícia

  • Buenos Aires proibiu linguagem de gênero neutros nas escolas
  • Foi proibido o gênero neutro durante as aulas e nas comunicações interpessoais
  • Opositores manifestaram-se contra a regra

Conforme aponta reportagem do jornal Folha de S. Paulo, no mês passado, a Prefeitura de Buenos Aires proibiu que professores de utilizarem palavras de gênero neutro durante as aulas e nas comunicações interpessoais. Além disso, segundo o canal jornalístico, a Secretaria de Educação alegou que a linguagem neutra “viola as regras do espanhol e atrapalha na compreensão de leitura dos alunos”. Em vez de “amigos” ou “amigas”, alguns falantes de espanhol usam “amigues”. No lugar de “todos” ou “todas”, escrevem “todxs”.

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No entanto, a ação de proibir o uso da linguagem neutra em ternos de gênero, gerou reações rápidas de quem não concorda com tal ação. O ministro da Educação, Jaime Perczyk, criticou a regra e se juntou com pelo menos cinco organizações civis contra tais atitudes. Os mesmos entraram com ações judiciais a fim de derrubá-la.

Ainda de acordo com o jornal, o Perczyk diz que os estudantes usam a linguagem neutra como meio de combater atitudes sexistas predominantes na cultura argente. Por fim, afirmou: “Eles pensavam estar corrigindo alguma coisa, mas é muito mais profundo”.

Outro caso: pai desabafa sobre não concordar com nome de gênero neutro escolhido pela esposa para bebê

Um homem recorreu ao Reddit para desabafar sobre um caso que está acontecendo com ele. O futuro pai disse que a esposa decidiu colocar um nome de gênero neutro na filha deles que irá nascer, porém ele não concordou com a ideia mas a mulher ameaçou ele de não poder escolher o nome.

O pai começou o relato contando que ele e sua esposa já tinham conversado sobre tudo relacionado ao bebê antes da gravidez , exceto possíveis nomes. Esse assunto só começou a ser debatido quando eles descobriram que estão esperando uma menina. “Eu disse para ela que amo o nome Juliet, mas minha esposa diz que não quer nenhum nome tradicional de menina. Ela quer um nome de gênero neutro, caso nossa filha decida que quer fazer a transição de sexo”, escreveu.

O pai chegou a sugerir Riley, nome neutro que ele considera bonito, mas a mãe argumentou que o nome é mais feminino do que neutro. “Eu mencionei a ela que a maioria das pessoas que fazem transição de sexo acabam mudando seus nomes para um com o qual se identificam, então mesmo se dermos a elas um nome neutro em termos de gênero, elas podem acabar mudando”, contou.

O pai não concordou com o nome escolhido pela mãe para o bebê
O pai não concordou com o nome escolhido pela mãe para o bebê (Foto: Getty Images)

No entanto, a mulher foi irredutível e exigiu que o nome seja neutro. “Ela ameaçou não me dar escolha e disse que vai falar aos enfermeiros e médicos de antemão para não me pedirem as informações do bebê para a certidão de nascimento. Mas eu acho que tenho direito a dar minha opinião sobre o nome da minha filha”, concluiu o relato.

Nos comentários, a maioria das pessoas demonstrou apoio ao pai. “Como pai de uma criança trans, eu acho que você está correto. Se a criança for trans, ela vai querer mudar de nome de qualquer jeito, porque isso representa uma mudança de vida. Além disso, vamos ser justos, as chances não são tão grandes de que ela vai querer fazer a transição”, avaliou uma pessoa. “Fico impressionado que sua esposa esteja fazendo uma discussão tão grande sobre algo que tem uma pequena chance de acontecer daqui uma década, no mínimo”, acrescentou outra.

“Sou uma pessoa trans e acredite, sua esposa está pensando demais nisso. Sua filha pode mudar de nome se quiser, então escolher um nome neutro em termos de gênero não importa muito”, escreveu outro internauta. “O nome de uma criança é algo sobre o qual ambos os pais devem poder opinar. Se um deles se opuser a um nome, esse nome deve ser excluído. Sou eternamente grata ao meu pai por se opor a alguns dos nomes horríveis que minha mãe queria para mim”, contou outra pessoa.

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