Cadela rouba dentadura de avó e foto viraliza na internet: “Tinha certeza que estava com ela”

Luna tem a fama de “roubar” objetos da família

(Foto: arquivo pessoal/Anna Carolina Lima/Reprodução G1)

Você já viu uma cadela de dentadura? Luna, de apenas 11 meses, aprontou em uma viagem na casa dos pais de Anna Carolina Lima, em Juiz de Fora, Minas Gerais. O animal pegou o objeto enquanto a avó da menina dormia e ficou brincando com ele.

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Anna deixou Luna com a família e quando voltou para casa, o assunto era que a dentadura estava misteriosamente desaparecida. “Conhecendo a minha bênção bem como eu conheço, já tinha certeza que ela havia pegado. Quando subi pro quarto da minha mãe, encontrei a Luna sentada na poltrona com a dentadura na boca, mordendo e brincando”, contou em entrevista ao G1.

“A avó tinha ido dormir depois do almoço e como de costume, colocado a dentadura embaixo do travesseiro para não perder. Quando ela acordou, ficou bem desesperada porque não achava a dentadura”, disse. A publicação das fotos viralizou na internet, e tem mais de 6 mil curtidas.

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Recomeço

Em uma publicação nas redes sociais, Anna viu o pedido de uma mulher que precisava de ajuda com filhotes, que haviam sido abandonados. “Quando fui buscá-la, fomos direto para o veterinário. Ela estava com vários bernes, vermes, pulgas e sarna. Isso ela não tinha nem 3 meses”, lembrou ao site. Luna foi adotada e mora com sua dona em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

Anna conta ainda em entrevista, que a cadela costuma ser muito arteira. Um dia, chegou em casa e sentiu um cheiro de menta vindo de Luna. Ao chegar no quarto, haviam várias balas de mastigadas pelo cômodo. “Estava dentro da minha bolsa. Como ela pegou, eu não sei”.

Ter um cachorro faz bem para seu filho!

(Foto: Reprodução/Instagram)

Quem já teve um cãozinho sabe que esses animais podem ser nossos melhores amigos. Eles animam o ambiente, melhoram a saúde e desenvolvimento intelectual das crianças, por isso, podem ajudar muito em seu desenvolvimento, independente da idade.

A veterinária Renata Basile Medina, especializada em neurologia pela UNESP Botucatu, explicou para a gente que quando uma criança ganha um cachorro, ela ganha um companheiro. “Isso diminui de forma importante o stress ou qualquer tipo de dificuldade que a criança tenha em lidar com outras pessoas, por exemplo”, afirma Renata.

Em estudo da Universidade da Flórida, realizado com aproximadamente 100 famílias que têm cachorros, foram aplicados testes falados e de lógica nas crianças, que são conhecidos por aumentar os níveis de stress e aumentar a quantidade de hormônio cortisol. As crianças foram aleatoriamente escolhidas para passar por esse estudo a companhia de seus pais, de seus cachorros ou sozinhos.

O estudo provou que as crianças que estavam junto aos seus cães reportaram sentimentos menos estressantes e que as crianças que tinham um grande engajamento com seus cachorros apresentaram níveis de cortisol menores em sua saliva.

Outros benefícios

De acordo com Cleber Santos, especialista em comportamento animal, adestrador e fundador da ComportPet, os benefícios de crianças que têm um cãozinho são muitos. “A criança melhora sua imunidade, porque tem contato com os pelos do animal. Também desenvolve mais rapidamente a parte cognitiva, e segundo pesquisas americanas, aprende a andar mais rápido. O convívio com o cão também ajuda na parte de desenvoltura e equilíbrio, pois a criança costuma acompanhar o cão quando ele passeia pela casa”, diz Cleber.

“Além disso, estatísticas mostram que as crianças que têm cachorros aprendem a falar mais rápido que as que não têm. Muitas vezes o nome do animal é a primeira palavra que o bebê aprende a falar”, explica o adestrador.

E as melhorias causadas por esse convívio não param por ai. “Ter um cachorro ensina à criança o real sentido de companheirismo, cumplicidade, fidelidade. Ensinam sobre o amor na sua forma mais pura”, completa Renata.

Como escolher seu ‘Cãopanheiro’

Para escolher o cão certo para a família, alguns fatores devem ser avaliados. “Temos que avaliar o nível de energia que o cão deve ter, ou seja, se a família gosta de passear, quanto tempo a família vai dedicar ao filhote, qual a expectativa de custos que aquele cãozinho pode ter, bem como pensar no tamanho. Crianças muito pequenas (menos de um ano, até cerca de 3 anos) devem sempre ter cães um pouco maiores. Cães que devam ter ao menos 5kg”, explica Renata.

Além disso, quando for adotar o cachorro é sempre preciso escolher um lugar com serviço confiável, sabendo de onde vem o cãozinho, sobre as vacinas e castração. Pois caso isso não tenha sido realizado, é algo importante para ser programado.

Treinamento

Menina com cachorro (Foto:reprodução/ Popsugar)

A família pode também fazer um tratamento preparatório para o cão receber a criança. “A maioria dos acidentes, quando acontecem, é por curiosidade do animal. Ao ver a criança pela primeira vez, por exemplo, ele vai querer pular e cheirar.  Como o cão só tem a boca e as patas para interagir nesses momentos de “novidade”, ele vai querer pular, e, com isso, há o risco de arranhar a criança ou a machucar de alguma forma. Quando é feito um treinamento preparatório, evita-se que essa situação aconteça, pois o cachorro não irá pular ou latir para não assustar a criança”, diz o especialista em comportamento animal.

“O principal objetivo do treinamento é conquistar o equilíbrio em casa, de acordo com o que a família permite que o cão faça na presença da criança. Mas o principal é treiná-lo para não pular e não correr pela casa, evitando assim que possa derrubar a criança, além de não brincar puxando a criança pela roupa. Ensinar o cachorro a andar na rua sem puxar o dono também é importante, porque permitirá a família levar o cachorro para passear enquanto levam o carrinho do bebê. Também recomendo o day care do pet em uma creche para cães, de duas a três vezes por semana, pois ir a um local onde terá atividades pensadas para ele o deixará mais tranqüilo para brincar com a criança. A creche fará o animal gastar energia, correr, desestressar, além de possibilitar o convívio com outros cães, contribuindo muito para o bem estar do animal”, completa Cleber.

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