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Caetano encanta com depoimento sobre a alegria de ter os filhos ao seu lado no Carnaval baiano

O texto teve quase 6 mil curtidas e mais de 200 compartilhamentos no Facebook

Redação Pais&Filhos

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(Foto: reprodução do Instagram)

(Foto: reprodução do Instagram)

Carnaval: a maior festa popular do nosso Brasil. Carnaval é história e todos os anos faz novas histórias. Caetano Veloso, cantor e compositor brasileiro, sempre é uma peça importante dessa festa. Recentemente, o baiano compartilhou um texto, no Facebook Uns Produções, sobre ter os filhos com ele celebrando o Carnaval na Bahia.

“Moreno sempre foi um menino extraordinariamente luminoso. Quando eu quis fazer a música em homenagem ao Ilê, ele, que vinha passar os fins de semana comigo no apart-hotel onde morei por um tempo (três andares abaixo do apartamento de João Gilberto), me ouvia cantar, ao violão, essa melodia que começava apenas com as palavras “Ilê Aiyê” e, sem que eu esperasse, escreveu as palavras que vieram a ser a primeira estrofe. “Como você é bonito de se ver” e “Que beleza mais bonita de se ter” – e a repetição do nome do bloco. Fiquei impressionado com a adequação das palavras às frases musicais.

Sempre levei Moreno ao carnaval de rua de Salvador. Há uma foto (que eu quero que seja vista aqui em breve) em que ele está no meu colo na Praça Castro Alves, tranquilo no meio da fuzarca. Menos de um ano antes da composição da canção, levei-o a um ensaio do Ilê. Ele, pequeno, se sentiu perdido entre as pernas de tanta gente espremida num espaço limitado. Não gostou. Vendo as lindas palavras que ele tinha escrito, comentei: Ué, você não tinha gostado do ensaio do Ilê! E ele: “Não precisa eu gostar: basta que as palavras deem certo com a música”. Eu disse, rindo, que ele era um formalista. E encomendei o resto da letra. O que ele fez já em casa.

Quando, depois, gravei a canção, chamei-o para cantar a repetição final do nome do bloco. E ele o fez tanto na gravação quanto em muitos dos shows a que pôde assistir. Hoje, para minha felicidade, Tom canta, com o agudo de sua voz de novinho, esse nome sagrado. Moreno e eu alternando o canto desse afoxé, tendo Zeca no baixo e Tom, além do violão, cantando o doce grito final, é o carinho mais profundo que posso imaginar fazer ao carnaval da Bahia, essa entidade que tem tanto valor para nós: Moreno, até hoje, sai na rua fora de cordas e não entra em camarotes. Não quer macular um rito santo que aprendeu junto a mim.

E a regravação de nosso “Canto de afoxé para o bloco do Ilê”, feita numa apresentação ao vivo de Ofertório, é a melhor maneira de expressar tudo isso”, escreveu o Cantor. Que coisa linda!

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