Carga viral mais alta da Covid-19 pode ser encontrada em crianças pequenas, diz estudo

Em uma pesquisa realizada pelo Hospital Infantil Ann & Robert H. Laurie, nos Estados Unidos, o teste foi feito com 145 pacientes e os resultados foram alarmantes

Resumo da Notícia

  • A pesquisa foi feita pelo Hospital Infantil Ann & Robert H. Laurie, nos Estados Unidos
  • Os testes foram realizados com 145 pacientes, que vão de idades abaixo de cinco anos até adultos
  • O artigo foi publicado na revista científica JAM Pediatrics

Na quinta-feira, 30 de julho, um estudo publicado na revista científica JAM Pediatrics deu mais uma pista sobre a transmissão do novo coronavírus em crianças. De acordo com os autores do Hospital Infantil Ann & Robert H. Laurie, nos Estados Unidos, quando elas estão contaminadas, podem ter uma carga viral mais alta do que a dos adultos.

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O estudo foi realizado com 145 pacientes nos Estados Unidos (Foto: Getty Images)

Apesar do fator ainda precisar ser confirmado por outros estudos, os médicos não desconsideram a hipótese. Os testes moleculares (PCR) trouxeram resultados de crianças com menos de cinco anos, que apresentavam mais “pedaços” do vírus do que nas idades de 5 a 17 anos e até mesmo em adultos.

A pesquisa reuniu amostras de 145 pacientes, que apresentavam sintomas leves e moderados, além de ter o covid-19 confirmado, com no máximo sete dias de diagnóstico. Com isso, eles foram divididos em três grupos: crianças até cinco anos (46 pacientes), crianças de 5 a 17 anos (51 pacientes) e adultos de 18 a 65 anos (48 pacientes).

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Nas amostras do primeiro grupo, foi possível notar um menor valor de CT para PCR, que significa que quanto menos ciclos se encontram no material, maior é a carga viral. “Para tentar remover variáveis que pudessem causar confusão ou parcialidade, foram excluídos os pacientes que estavam mais doentes (precisando de suporte de oxigênio); que estavam assintomáticos; ou que tinham duração dos sintomas desconhecida ou maior que uma semana”, explicou a autora principal, Taylor Heald-Sargent à BBC.

Será necessário mais estudos para aprimorar os testes (Foto: Getty Images)

“Nosso estudo não examinou diretamente a replicação viral ou a transmissão do SARS-CoV-2, mas foi demonstrado para outros vírus que quantidades mais altas do patógeno podem aumentar a capacidade de transmissão. Isto aliado ao fato de que crianças pequenas são menos propensas a usar máscaras de forma consistente, manter boa higiene das mãos e evitar tocar a boca ou nariz, parece lógico (supor) que as crianças sejam capazes de transmitir o vírus a outras pessoas”, continuou a médica.

O estudo ainda reforça que “conforme sistemas de saúde planejam a reabertura de creches e escolas, entender o potencial de transmissão das crianças será um guia importante para medidas públicas de saúde”, conclui.

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