Carol Celico fala sobre maternidade: “Meus filhos ensinam sem saber”

A influenciadora digital e empresária comentou sobre a relação entre Luca e Isabella e o apoio da psicologia na criação das crianças

Resumo da Notícia

  • Carol Celico conversou com a Pais&Filhos e falou mais sobre a experiência como mãe de dois filhos
  • A empresária contou detalhes da gestação, puerpério e como vem sendo acompanhar o desenvolvimento de Luca e Isabella
  • Ela também falou sobre a importância do apoio psicológico na rotina

Carol Celico, a mãe de Luca e Isabella abriu o coração em entrevista para a Pais&Filhos ao falar que sempre teve vontade de ter filhos e constituir uma família. Ela comentou sobre as gestações, puerpério, e criação, enfatizando a necessidade de conhecermos a fundo as crianças. Durante o papo, ela também relembrou a época da separação e reforçou a importância da psicologia em sua vida. Confira a conversa completa a seguir.

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Carol Celico relembrou o período de separação e falou sobre o apoio da psicologia em sua vida (Foto: Divulgação)

Você sempre quis ser mãe?

Sempre, desde pequena, e com 18 anos casei, porque queria muito constituir uma família.

Como a maternidade mudou a sua vida?

Aprendi a olhar para minha vida com mais amor, sabendo que meus filhos precisariam de mim. Aumentou a vontade de ser uma pessoa melhor, de me informar mais sobre todas as áreas que eu poderia melhorar como ser humano. E aprendi a perdoar qualquer atitude que considerava um “erro” dos meus pais. Comecei a entender como erramos e o porquê. Que, na maioria das vezes, é tentando acertar. Aprendo muito com meus filhos, eles ensinam sem saber.

Você sentiu diferença entre a primeira e a segunda gestação? E no puerpério e criação das crianças?

Senti muito enjoo nas duas, mas na gestação da Isabella não foram apenas os primeiros meses, e, sim, durante toda a gravidez. Mesmo que seja menino ou menina, idades próximas ou diferentes, o que muda são as personalidades. Cada filho é um, e o que funciona para um pode não funcionar para o outro. Temos que conhecer cada vez mais nossos filhos. Observar, entender, nos colocarmos no lugar deles e saber que as fantasias da mente infantil vão muito além da nossa imaginação. Se não entendermos isso e não entendermos nossa missão de educar com amor não vamos conseguir ser bem-sucedidos como pais.

Como foi o período da separação em relação às crianças? Vocês tiveram algum tipo de apoio profissional?

Eu sempre amei psicologia. Entender como nosso cérebro funciona, como podemos entender nossa mente e a mente dos outros. Entender as raízes, as culturas e as personalidades diferentes. Então quando tive a Isabella, o Luca ia fazer 3 anos e já coloquei ele na terapia para me ajudar e auxiliar com relação a ciúmes entre irmãos. Desde então, sempre tive muito acesso a psicologia e sempre usei a meu favor. Como também no momento do divórcio, entendendo como acolher a dor, que existe, e como deixar um momento leve, ensinando meus filhos a usarem as dores a favor de seu crescimento e amadurecimento e não para os paralisar ou traumatizar.

E o seu relacionamento com Carol e o Kaká, você pode comentar como é?

No começo do divórcio, como qualquer casal que toma uma decisão e entra em uma outra fase da vida, não foi fácil. Foram muitos momentos de conflitos, até chegarmos em um consenso com relação a muitos assuntos que devem ser resolvidos. Mas mesmo em momentos mais delicados, sempre tivemos muito carinho, respeito e gratidão pela trajetória de vida que traçamos juntos. Foram 14 anos, quatro países e dois filhos. Tenho muita admiração por várias virtudes dele, respeito à nova família e carinho pelo novo molde familiar que conseguimos formar.

Essa troca é fundamental mesmo.

Todos os assuntos são conversados, buscamos o consentimento para tomada de decisões, pequenas, médias ou grandes na vida das crianças e tentamos alinhar ao máximo todos os princípios da educação. Quanto mais parecida a rotina das crianças na minha casa ou na dele, mais saudável será para elas. E esse é o maior objetivo sempre! Sei que muitas mulheres me buscam como referência, inclusive nessa fase com tantos divórcios. Minha preocupação é de mostrar o lado ruim e o resultado bom que colhi, mas que não é via de regra. As decisões devem ser tomadas depois de muita ponderação, e não existe o certo e o errado.

Como Luca e Isabella reagiram à notícia de que teriam mais uma irmã, a Esther? São irmãos “corujas”? Rsrs

Eles não tiveram muitos problemas, ela ainda é bebê e estão curtindo essa nova integrante! Principalmente a Bella que ama crianças.

Você tem planos de ter mais filhos?

O Eduardo ainda não é pai e chegando aos 41 anos começou a colocar uma certa pressão. Tenho muita curiosidade para saber como seria ser mãe de um bebê depois de 13 anos que dei à luz meu primeiro filho. Com certeza é bem diferente. Mas ainda estamos conversando sobre isso, pois é uma grande responsabilidade e não queremos tomar uma decisão no impulso ou então simplesmente para “cumprir a lei natural da vida”. Quem sabe em alguns anos.

Como você lida com palpites e julgamentos, principalmente nas redes sociais?

Sou bem tranquila. Quem me acompanha é o público que eu busco ajudar, inspirar e conversar. Pessoas que veem algo de fora, normalmente completamente fora do contexto e cheias de vontade de “causar” ou ver o circo pegar fogo. Então não permito esse tipo de espaço dentro dos meus canais. Existem muitos canais para julgamentos e críticas negativas que não visam a construção e crescimento e, sim, apenas raiva e conflitos.

Quais os principais valores da sua família?

Trabalhar com algo que goste, criar prazer e bem-estar na alma e no espírito. No meu caso, tudo que eu faça ajudando alguém está contribuindo para o meu bem-estar e o meu propósito de vida. Desde a educação dos meus filhos, até a maneira que trato minha família, meus colaboradores, as mais de 42 mil crianças da Fundação Amor Horizontal ou então como inspiro a vida de alguém na rede social fazem parte do princípio de vida que passo para meus filhos. Amar ao outro como a si mesmo. Não podemos amar e ajudar o outro se não amamos a nós mesmos. Então o amor a si é uma primícia.

E é isso que você repassa para os seus filhos?

Meus filhos devem buscar introspecção, autoconhecimento. Entender como são e por que agem de alguma forma, e acolherem suas qualidades e seus defeitos. Ao compreender os erros, eles buscam tentar melhorar. Já é metade do caminho andado! E entender que Deus nos ama, e sempre vai fazer com que as coisas boas ou as ruins cooperem e colaborem para o nosso bem. Sempre existe aprendizado na dor e propósito em todos os acontecimentos.

O que você deseja para o futuro dos seus filhos?

Desejo que sejam felizes a cada dia, principalmente nos momentos mais simples da vida. Que encontrem suas verdadeiras essências e que ajudar os outros seja seus propósitos e alegrias.

Para você, família é tudo?

Tudo. Meus filhos são a minha prioridade e isso é algo imutável.