Casal diz ter sido obrigado a “vender” recém-nascido para pagar conta de hospital

Em Agra, na Índia, os pais alegam que foram coagidos a deixar a criança para pagar a dívida; já o hospital afirma que eles entregaram o bebê para adoção por vontade de própria

Resumo da Notícia

  • Um casal indiano disse à imprensa local que foi obrigado a deixar o filho recém-nascido com o hospital por não conseguir pagar pelo parto
  • O casal disse ainda que não sabia onde buscar assistência médica gratuita por conta dos bloqueios por coronavírus, e por isso foi ao hospital, mesmo sem poder pagar

Em Agra, na Índia, um casal indiano disse à imprensa local que foi obrigado a deixar o filho recém-nascido com o hospital por não conseguir pagar pelo parto. A alegação é de que a criança – o sexto filho do casal – seria vendida para adoção.

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(Foto: Reprodução / Video Times Of India)

Babita, de 36 anos, deu à luz no dia 24 de agosto por meio de cesariana. A conta do hospital ficou em 35 mil rúpias indianas (cerca de 480 dólares ou 2,6 mil reais), mas a família não tinha como arcar com a despesa. O casal, que não sabe ler ou escrever, alega que o Hospital JP os manipulou para vender o bebê, possivelmente para adoção, por um preço 100.000 rúpias (7,4 mil reais). “Demos impressões do polegar em todos os documentos, conforme solicitado pelo hospital”, diz Charan para o Times Of India.

O casal disse ainda que não sabia onde buscar assistência médica gratuita por conta dos bloqueios por coronavírus, e por isso foi ao hospital, mesmo sem poder pagar. “Só precisávamos de algum dinheiro”, disseram os pais que afirmam desconhecer a situação para a qual estavam sendo induzidos.

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(Foto: Reprodução / Video Times Of India)

Segundo a mídia local, hospitais na região são conhecidos por coagir pais carentes a darem os bebês em troca de dinheiro. O hospital nega qualquer irregularidade, dizendo que o casal concordou de boa vontade em desistir do bebê. “Essas afirmações estão erradas. Não os obrigamos a desistir do filho. Eles o fizeram por conta própria. Tenho uma cópia do acordo escrito assinado pelos pais, expressando sua vontade”, afirmou o Hospital. O caso está sendo investigado pelas autoridades.

A família vive em uma casa alugada e atualmente sobrevive com pouco mais de 1 dólar por dia (5,40 reais), após perder o trabalho devido à pandemia do coronavírus. O casal vem contando com o apoio de ativistas dos direitos humanos.

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