Casal dos EUA que adotou crianças com deficiência na Ucrânia deixa país dois dias após conhecê-las

Tony e Sarah Witbrod já adotaram crianças de outros países antes – e, por isso, nunca esperavam que a guarda dos filhos ucranianos seriam interrompida por uma invasão russa

Resumo da Notícia

  • Casal dos EUA consegue guarda de crianças ucranianas um dia antes da guerra
  • Tony e Sarah Witbrod já adotaram crianças de outros países antes
  • Por isso, nunca esperavam que a guarda dos filhos ucranianos seria prejudicada por uma invasão russa

Um casal de americanos já viveu a aventura de adotar crianças de diversos países do mundo e, por isso, jamais imaginou que viveria o desespero de conseguir levar os filhos ucranianos para casa. É a história de Tony e Sarah Witbrod, que estão na luta para levar as duas crianças da Ucrânia para os Estados Unidos

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Tony e Sarah tiveram de deixar a Ucrânia apenas 48h depois de conhecerem os filhos adotivos. Agora, eles aguardam (com desespero) na fronteira com a Polônia a autorização dos EUA para que as crianças sejam levadas para o seu verdadeiro e novo lar.

Tony e Sarah estão com os filhos na Polônia e tentando voltar para os EUA
Tony e Sarah estão com os filhos na Polônia e tentando voltar para os EUA (Foto: Reprodução/ Black Hills Fox)

O casal estava na Ucrânia desde fevereiro, na cidade de Odessa. A ideia era que a documentação fosse assinada no último dia 22 e as crianças já fossem levadas para o novo lar em Wyoming, nos Estados Unidos. Contudo, Caius, de 1 ano de idade e Juniper, de 2 anos, tiveram de esperar para viver o sonho da família.

Tony conversou com a FOX e relatou o desespero de perceber que a Ucrânia estava sendo invadida no dia em que ele e Sarah levariam os filhos para casa. “Acordamos com um som de uma bomba explodindo. Abri os olhos, ouvi outra explosão. Em seguida, uma pausa e aí veio a terceira. Olhamos um para o outro e ficamos tipo ‘você também ouviu isso?'”, relembra ele.

O casal fugiu rapidamente para o oeste do país – mas alegou que não deixará o local até que seus filhos estejam sãos e salvos prontos para ir aos EUA. “Nós tivemos de ir. Não importa o que será preciso, faremos de tudo para levá-los para casa. Se Alex e Julia não estivessem aqui, não sei o que seria de nós”.

A família atualmente está em Varsóvia, na Polônia, onde esperam receber ajuda da embaixada americana para deixar o país com segurança e enfim retornarem aos EUA. “Eles terão uma vida plena pela frente quando chegarem em casa e começarem a receber os tratamentos”, comentou o casal, na esperança de que os filhos possam voltar a fazer os tratamentos de saúde em breve.