Casal gay é primeiro no Brasil ter gêmeos com gene dos pais

Gustavo e Roberto tinham o sonho de aumentar a família, e graças a prima de um deles que serviu como barriga solidária tudo foi possível

Resumo da Notícia

  • Um casal homossecual teve gêmeos com o gene da família
  • Graças a prima de um deles que serviu de barriga solidária o sonho se realizou
  • Mar e Maya vieram ao mundo na última quarta-feira

Um casal homossexual deu as boas-vindas a gêmeos que nasceram com o gene da família. Gustavo Catunda de Rezende e Robert Rosselló Garcia tinham o sonho de aumentar a família, e graças a prima de um deles isso foi possível, o casal é o primeiro do país a gerar filhos com genética da família.

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Atualmente, a Resolução CFM 2.294/21 permite usar óvulos de parentes, de até quarto grau, para gerar bebês. Mar e Maya vieram ao mundo na última quarta-feira, e o anúncio foi feito pelas redes sociais dos dois. No Instagram administrado por ambos, chamado @2depais, eles comemoram a chegada dos filhos.

“Hoje foi sem dúvidas o dia mais longo e mais emocionante das nossas vidas. O sentimento é impossível de se descrever. Não, nunca sentimos nada que se comparasse ao sentimento que tivemos hoje! Nosso amor de casal, que já era o maior do mundo, agora tomou uma proporção imensurável. O amor de uma família que se formou hoje. Nosso maior legado”, escreveram.

Graças a prima de Gustavo os gêmeos nasceram com o gene da família
Graças a prima de Gustavo os gêmeos nasceram com o gene da família (Foto: Reprodução/Instagram @2depais)

A prima de Gustavo, Lorenna, foi a barriga solidária do casal e entrou em trabalho de parto na noite da última terça-feira, dia 22. O casal postou fotos e vídeos de toda a gestação, disseminando informações sobre o assunto. “A comunicação foi muito rápida. A Lorena foi lá em casa, com a mãe dela, fizemos pão de queijo e conversamos sobre isso, com muita naturalidade e sem tabus”, falou Gustavo nas redes.

Lorena contou que tudo foi muito bem pensado: “É um ato de amor, não foi nada comercial, até porque a sua vida muda, principalmente a mudança corporal. Então não foi algo impulsivo, eu já sou mãe, já passei por esse caminho, e sei como é. Tive e tenho uma rede de apoio enorme. Eu vou ser a tia das crianças, para quem pergunta, e não a mãe”, comentou ela.

Desde que resolveram que queriam ser pais, o casal tinha o sonho de usar a combinação de material genético de ambos. No entanto, em 2015, descobriram que não iam poder usar o óvulo da irmã de Gustavo por conta das leis do Brasil na época. Naquele momento, a doação de material genético só poderia ser feita de forma anônima. Porém, recentemente, a resolução do CFM mudou toda a história do casal e isso fez eles chamarem a prima Lorenna para ser a barriga solidária.