Família

Casal nega vacinar os filhos e acaba sendo punido pela Justiça

O desembargador afirmou que o caso apresenta um risco iminente de danos às crianças e à coletividade

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

(Foto: Reprodução / GettyImages)

Vacinação tem sido um tema bastante discutido nos últimos tempos, principalmente por causa do número crescente de famílias que se recusam em vacinar os filhos, apesar de terem várias comprovações de que vacina é a única forma de proteger a saúde do seu filho. E não foi diferente em um caso em Santa Catarina em que o desembargador Carlos Roberto da Silva, do Tribunal de Justiça, proferiu uma sentença que obrigou um casal que mora em Rio do Sul a vacinarem os filhos.

O caso foi parar no TJSC depois que o casal tomou a decisão de não vacinar dois dos três filhos dizendo que as doses contêm mercúrio e outras substâncias que os prejudicariam. E o motivo principal da escolha dos pais foi que eles alegaram que a filha mais velha tomou a vacina e sofreu forte reação alérgica. Além de que, o terceiro filho nascido no Chile, não tem nem carteira de vacinação.

Em contrapartida, o desembargador afirmou que o caso apresenta um risco iminente de danos às crianças e à coletividade e que a sociedade está vivendo um aumento de casos de doenças e as crianças estão expostas nesse meio por conta da insistência em negar vacinação aos filhos.

Carlos Roberto alegou ainda que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) afirma que “vacinação obrigatória nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”. E por conta da reação alérgica apontada pelos pais da crianças na filha mais velha, a justiça determinou que as doses só sejam aplicadas mediante consultas médicas por profissionais da Secretaria de Saúde de Rio do Sul.

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