Caso Henry: avó materna diz acreditar que o neto foi agredido

Nesta quarta-feira, 15 de dezembro, aconteceu a 3º audiência para ouvir as testemunhas de defesa do caso Henry Borel

Resumo da Notícia

  • Avó de Henry Borel se pronunciou na terceira audiência do caso Henry Borel no Rio de Janeiro
  • Ela afirmou acreditar que ele foi agredido antes de morrer
  • Sua crença é baseada nas informações de exames da perícia

Nesta última quarta-feira, 15 de dezembro, aconteceu a terceira sessão do julgamento e audiência de instrução do menino Henry Borel, que morreu no dia 8 de março, no Rio de Janeiro. A avó do menino, Rosangela Medeiros, afirmou acreditar que o neto foi agredido no dia em que faleceu, devido às lesões encontradas na parte interna do corpo.

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Ela também disse que não acredita que ele tenha sofrido agressões dias anteriores, mas de acordo com o exame realizado pela perícia, diz que pode ser que ele realmente tenha sido vítima de violência física.

Rosangela também ficou surpresa ao saber que a filha, Monique Medeiros, enfrentava um relacionamento abusivo com Jairinho. Acrescentou também que Leniel, o avô de Henry, não era muito presente no dia a dia do menino, inclusive durante a gestação de Monique. “Se não fosse por nós, durante a gravidez ela seria mãe solteira. Porque ela não teve ajuda do Leniel”, afirmou ela.

Avó Henry Borel
Monique Medeiros, Jairinho e Rosangela Medeiros (Foto: Reprodução / G1)

“Ele mostrava que queria ficar em Bangu [onde a família da mãe mora]. Ele não queria uma casa nova, não queria um padrasto. Ele ia para a praia com a mãe dele, ia para o shopping com a mãe, para o parquinho com a mãe, para a psicóloga com a mãe, sempre sem chorar. Era ela que levava para tudo, para a escolinha de futebol, para tudo. Mas ele não queira ir para o apartamento”, acrescentou.

“Ele queria ficar conosco. Até para sair com o Leniel ele não queria. (…) A gente tinha que levar o Henry até o encontro do Leniel. Se o Leniel fosse buscar o Henry lá em casa, o Henry não ia. Ele (Leniel) dizia ‘eu não vou fazer o Henry chorar, posso deixar ele com a senhora?’. Para não causar mais choro, o Leniel deixava conosco”, disse.

Testemunhas de defesa

Na última terça-feira, 14 de dezembro, aconteceu a continuação da audiência de instrução e julgamento do caso Henry Borel. A sessão teve início às 9h30 e foram ouvidas 10 testemunhas de defesa e duas de acusação. Monique Medeiros teve como testemunhas a mãe e o irmão, e Jairinho chamou: Thiago Ribeiro, que é conselheiro do TCM, e o filho do ex-vereador Luiz Fernando Abidu.

O menino de 4 anos morreu no dia 8 de março e, de acordo com a denúncia, foi vítima de torturas realizadas pelo padrasto e ex-vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, o Dr. Jairinho. A mãe do menino, Monique Medeiros, também irá responder por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunha.

Monique Medeiros e Jairinho são acusados de assassinar o menino
Monique Medeiros e Jairinho são acusados de assassinar o menino (Foto: Reprodução/TV Record)

A audiência de instrução e julgamento presidida pela juíza Elizabeth Machado Louro teve início no dia 6 de outubro com o depoimento de dez testemunhas de acusação durante mais de 14 horas de audiência. Na ocasião, duas testemunhas faltaram à audiência e o promotor de Justiça, Fábio Vieira dos Santos, insistiu em suas oitivas, assim como as defesas de Jairinho e Monique.

Após os depoimentos da empregada e da cabeleleira, as testemunhas de defesa convocadas pelas defesas de Jairinho e Monique Medeiros devem começar a ser ouvidas. Por serem muitos depoimentos, a audiência continua na quarta-feira (15), para conferir a defesa dos dois réus é só clicar aqui!

Relembre o caso

Henry morreu no dia 8 de março, na Barra de Tijuca, Zona Oeste do Rio, após dar entrada no hospital com ferimentos graves que indicavam agressão e tortura. O menino passava o fim de semana com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado e tortura, além de coação de testemunhas, e enfrentam julgamento na justiça.