Caso Henry: Babá do menino diz que tem sofrido ataques e que está com medo

Thayná de Oliveira Ferreira, disse em nota ao Fantástico que não tem responsabilidade nenhuma do ocorrido com o garoto

Resumo da Notícia

  • A babá de Henry Borel deu a declaração em nota ao Fantástico
  • Thayná de Oliveira Ferreira afirma não tem responsabilidade nenhuma do ocorrido
  • De acordo com a investigação da polícia, os prints da troca de mensagens entre a Thayná e a mãe do menino, Monique Medeiros foi fundamental na investigação

A babá de Henry Borel, de quatro anos, Thayná de Oliveira Ferreira, disse em nota ao Fantástico neste último domingo, 11 de abril, que está com muito medo dos ataques que está sofrendo e que não tem responsabilidade nenhuma do ocorrido.

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Babá do menino Henry Borel diz que tem sofrido ataques e que está com medo (Foto: Reprodução/ TV Globo)

A babá ainda disse que não houve fato algum que pudesse desabonar a conduta dela. De acordo com a investigação da polícia, os prints da troca de mensagens entre a Thayná e a mãe do menino, Monique Medeiros, foi uma das principais provas nas investigações.

Na conversa, a babá narrou em tempo real para Monique a supostas agressões que menino sofreu por Dr. Jairinho no dia 12 de fevereiro, o que expôs os maus-tratos à criança. Henry chegou já sem vida no hospital na madrugada de 8 de março, detalhes do que aconteceu com o garoto ainda está sendo esclarecido por meio das investigações.

Na última quinta-feira, 8 de abril, Monique Medeiros e Dr. Jairinho foram presos por suspeita de homicídio duplamente qualificado, por atrapalhar as investigações e por ameaçar testemunhas para combinar versões dos depoimentos.

Provas contra versão que Henry caiu da cama

Durante a perícia no apartamento do casal, no Rio de Janeiro, os peritos testaram as hipóteses de um possível acidente, o que Monique e Jairinho alegam como defesa. Os policias analisaram o impacto de uma queda medindo a altura da cama, da poltrona e de uma estante. O resultado não comprovou as lesões apresentadas na autópsia de Henry.

Nas figuras representando o menino aparecem escoriações, hematomas, infiltrações hemorrágicas em três partes da cabeça, contusões nos rins, pulmão e laceração no fígado. “Na reprodução simulada foi possível constatar que não há a menor hipótese, não há a menor condição dele ter caído, quer seja da cama, quer seja da poltrona que estava ao lado, de uma estante que tem 1,20m de altura. Eles fizeram todas as medições e viram que em nenhuma dessas circunstâncias ele teria essas lesões que apresentou necropsia”, afirma a perita Denise.

Mãe levou Henry mancando ao hospital um dia após babá falar de supostas agressões de Jairinho

Dr. Jairinho e Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos foram presos por atrapalhar as investigações e por tentar combinar versões com testemunhas. A investigação já reuniu mais de 20 depoimentos, realizou três perícias no apartamento do casal e encontrou print de uma conversa entre a mãe e a babá, Thayná de Oliveira Ferreira.

Dr. Jairinho e mãe de Henry Borel foram presos no dia 8 de abril (Foto: Reprodução / TV Globo)

Na conversa do dia 12 de fevereiro, a babá relata supostas agressões de Jairinho a Henry. No dia seguinte à conversa entre Monique e Thayná, o menino foi levado para a pediatria do mesmo hospital onde chegaria morto na madrugada do dia 8 de março, de acordo com informações do Fantástico.

A senha da pediatria mostra que ele chegou no hospital às 12h do dia 13 de fevereiro. Já no boletim médico, aparece o nome de Henry Borel Medeiros e do responsável: Monique Medeiros da Costa e Silva. A mãe relatou que o menino caiu da cama no dia anterior, por volta das 17 horas, mesmo horário em que a babá enviou as mensagens das supostas agressões de Jairinho.

Monique ainda disse que Henry acordou com dor local de má circulação do sangue, sem febre ou outros sintomas. O documento registra ainda dor à mobilidade e diz “claudicando à deambulação”, o que significa que ele estava mancando. Porém, durante os depoimentos, a equipe médica do local não citou esse episódio, o que pode ser uma grande prova das agressões que a criança sofreu.