Caso Henry Borel: Ministério Público recorre contra decisão sobre soltura de Monique

O ministério público já havia falado que recorreria contra decisão da juíza sobre prisão domiciliar de Monique, mãe de Henry, e nesta sexta-feira pela manhã foi aberto o recurso

Resumo da Notícia

  • Ministério público recorre contra decisão da juíza Elizabeth Machado
  • Monique foi liberada pela autoridade nesta última semana devido a ameaças sofridas na cadeia
  • A mãe do garoto está em prisão domiciliar e com acompanhamento eletrônico no corpo

O Ministério Público já tinha alertado que iria recorrer contra decisão judicial da soltura de mãe de Henry Borel, e, na manhã desta sexta-feira, 8 de abril, o MP entrou com recursos em cima da decisão da Juíza Elizabeth Machado Louro.

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Por conta de relatos de Monique na cadeia, a Juíza liberou ela para fazer prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e restringindo o contato somente a familiares e advogados.

O promotor Fábio Vieira pede que Elizabeth Machado reconsidere argumentos que levaram a mãe do garoto a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico ,e, caso ela não cumpra, o caso vai ser levado ao tribunal de justiça.

Caso Henry: Monique Medeiros coloca tornozeleira eletrônica
Caso Henry: Monique Medeiros coloca tornozeleira eletrônica (Foto: Reprodução/G1)

Entre as argumentações levadas pelo promotor, estão as denúncias contra Monique e o ex-companheiro e cúmplice do crime, Jairinho; a decisão da prisão preventiva deles, além de depoimentos de oficiais, Ana Carolina Lemos e Henrique Damasceno, que foram responsáveis pela investigação do homicídio e torturas contra o garoto, Henry.

Na manifestação, o promotor Fábio Vieira explicou que “os prazos processuais não são absolutos e devem ser avaliados de acordo com o princípio de razoabilidade, levando-se em consideração as peculiaridades de cada caso concreto”. Ele também falou que, conforme o reinterrogatório de Jairinho, a defesa de Monique disse para ela também ser interrogada novamente.

“Trata-se de fato gravíssimo, sendo certo que a acusada Monique, mãe da vítima de tenra idade, contando com apenas 4 anos de idade quando dos fatos, concorreu para a sua brutal morte”, seguiu o promotor. Ele também disse que Monique falou fatos no interrogatório para “exercer autodefesa e ventilar a sua versão sobre o ocorrido, descabendo onerar o Estado pela estratégia defensiva adotada”.

Sobre o caso de Henry

Henry Borel tinha 4 anos quando morreu, no dia 8 de março de 2021. Segundo denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, o garoto foi vítima de torturas por parte do vereador e padrasto, Dr. Jairinho. A mãe responde por homicídio triplamente qualificado, por conta de tortura e coação de testemunhas.

Henry Borel tinha 4 anos
Henry Borel tinha 4 anos (Foto: Reprodução / Instagram / Rosângela Medeiros da Costa e Silva)