“A maior pena é não ter meu filho mais”, diz Monique Medeiros sobre Henry durante audiência

A mãe do menino foi interrogada em audiência no TJ-RJ à juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital nesta quarta-feira, 9 de fevereiro

Resumo da Notícia

  • Monique Medeiros foi interrogada em audiência no TJ-RJ
  • Ela prestou depoimento à juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital
  • A mãe contou que a maior pena é não ter o filho mais com ela

Nesta última quarta-feira, 9 de fevereiro, aconteceu a quarta sessão do julgamento e audiência do caso do menino Henry Borel, que morreu no dia 8 de março, no Rio de Janeiro. Monique Medeiros foi interrogada em audiência no TJ-RJ.

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A mãe afirmou que falaria “toda a verdade” sobre a morte do filho, em depoimento à juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital. Ela afirmou que “a maior pena” é não ter mais o seu filho.

“A maior pena é não ter meu filho mais. Isso não tem mais jeito, não tem conserto. A gente pode fazer todo tribunal, toda justiça do mundo, ter retratação de mídia, de jornal, de indenização. A vida do meu filho não tem preço”, disse ela.

Monique Medeiros deixa depoimento à justiça
Monique Medeiros deixa depoimento à justiça (Foto: Reprodução / Metrópoles)

“Três pessoas sabem o que aconteceu com meu filho. Uma é meu filho, a outra pessoa é Deus, e a outra pessoa é o Jairinho, porque ele que me acordou durante aquela madrugada”, acrescentou, afirmando ser inocente sobre o falecimento da criança.

Ciúmes

Sobre Jairinho ela afirmou: “Ele começou a se mostrar uma pessoa com altos e baixos dentro de casa”, afirmou. “Pediu para apagar fotos no meu Instagram que não eram apropriadas”. “Ele falou que eu mandasse embora meu personal trainer e meu preparador físico. Resolvi contratar um professor de futevôlei, e ele não aceitou porque era um homem. Também falou para eu trocar de academia, porque tinha muito jovem”, disse.

Monique Medeiros, Jairinho e Rosangela Medeiros (Foto: Reprodução / G1)

“Ele tinha a localização do meu celular, porque já que a gente não conseguia se ver, ele queria ter um pouco de controle do que eu estava fazendo, já que ele tinha muito ciúme do Leniel, que tinha livre acesso à casa”, explicou. “Jairinho disse que era muito controlador. Ele disse que nos outros relacionamentos ele também era assim”, contou.

Relembre o caso

Henry morreu no dia 8 de março, na Barra de Tijuca, Zona Oeste do Rio, após dar entrada no hospital com ferimentos graves que indicavam agressão e tortura. O menino passava o fim de semana com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. Os dois são acusados de homicídio triplamente qualificado e tortura, além de coação de testemunhas, e enfrentam julgamento na justiça.