Caso Henry: pai da criança afirma ter recebido ameaças desde a morte do filho

Leniel Borel, pai de Henry, relatou situações em ter recebido ameaças externas desde o falecimento da criança

Resumo da Notícia

  • Julgamento Dr. Jairinho e Monique Medeiros no caso Henry Borel
  • O pai da criança afirmou receber ameaças desde a morte do menino
  • As audiências terão continuidade em dezembro deste ano

Nesta última quinta-feira (6), ocorreu o julgamento de Dr. Jairinho e Monique Medeiros, acusados de tirar a vida do filho e enteado Henry Borel, de 4 anos, em março deste ano. O casal está respondendo por crime de homicídio triplamente qualificado.

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A juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, ouviu testemunhas de acusação por cerca de 14 horas e a audiência terá continuidade nos dias 14 e 15 de dezembro. De acordo com testemunhas, a criança foi torturada pelo padrasto que está em processo de julgamento.

Leniel Borel, pai de Henry, falou sobre o assunto. Ele afirmou estar sendo perseguido desde a morte do filho: “Acho que foram ameaças veladas. O carro que fui levar meu filho pela última vez apareceu escrito um palavrão”, disse. “Depois, um homem de máscara apareceu em minha casa dizendo que era meu amigo e trabalhava comigo. Eu não trabalho mais embarcado. Acho que, sabendo como Jairo intimida as pessoas foi uma ameaça do tipo: ‘sei onde você mora'”, continuou.

No entanto, o pai da criança, também relatou que foi abordado por uma viatura da polícia na entrada do condomínio onde mora, em outra situação: “Fui fechado por um carro da polícia na entrada do condomínio e perguntei o que estava acontecendo. Eles disseram que não havia nada e que eu poderia entrar”, afirmou o pai. “Entendi aquilo como uma ameaça”, concluiu.

Outras versões

A babá do menino Henry Borel prestou depoimento à polícia na 16º DP da barra da Tijuca na segunda-feira, 12 de abril. Thayná Oliveira Ferreira, admitiu que a mãe do menino Monique Medeiros, sabia das agressões e que havia pedido para ela mentir em um primeiro depoimento. Ela ainda negou que tenha recebido algum tipo de pagamento por isso.

De acordo com informações do G1, Thayna contou que desde que começou a trabalhar para o casal —  no dia 18 de janeiro —  ela teria presenciado três episódios de agressão que Henry sofreu de Jairinho, que aconteceu no mês de fevereiro.

Um dos primeiros episódios foi no dia 2 de fevereiro, quando Monique estava no futevôlei. Segundo a babá, Henry teria chamado pela mãe, então Jairinho saiu do quarto do casal e foi até onde estava a criança. O padrasto chamou a criança de mimada e em seguida levou o menino para conversar no quarto do casal, onde passaram cerca de 30 minutos com a porta fechada.

No mesmo dia a babá disse que após a escola e na brinquedoteca, Henry não quis brincar com as outras crianças, pois estava com dor no joelho. Ela ainda afirmou que avisou Monique, que disse que o filho poderia estar inventando.

Já no dia 12 de fevereiro —  mesmo dia em que a babá mandou as mensagens para Monique  —  Thayná disse que Jairinho ficou 10 minutos com Henry trancado no quarto. Quando o garoto saiu, reclamou de dor no joelho e ao questioná-lo sobre o que aconteceu, o menino disse para a babá que tinha sido por causa da ‘banda’, sem dar detalhes. Logo em seguida o padrasto saiu e Henry disse que u as agressões sempre acontecia, mas que Jairinho mandou não contar se não ‘ia pegar ele’.

Na última semana de fevereiro ela presenciou o terceiro episódio. Segundo Thayná, Jairinho chegou inesperadamente e chamou Henry para o quarto. Quando o menino saiu, ela tentou perguntar o que tinha acontecido e após relutar para responder, Henry disse que havia caído da cama e estava com a cabeça doendo.