Caso Henry: polícia chama psicóloga do menino para depor na investigação

Henry Borel perdeu a vida na madrugada do dia 8 de março deste ano, após voltar para o condomínio da mãe, Monique, e padrasto, Jairinho. Após passar final de semana com o pai

Resumo da Notícia

  • A Polícia Civil do Rio intimou a psicóloga de Henry Borel para depor sobre o caso
  • Não só, mas também relatar o acompanhamento terapêutico que vinha fazendo com o menino
  • A profissional foi escolhida pela mãe da criança, Monique, para apoiar o pequeno durante o divórcio dela com Leniel (pai de Henry)

A Polícia Civil do Rio intimou a psicóloga de Henry Borel para depor sobre o caso e relatar sobre o acompanhamento terapêutico que vinha fazendo com o menino. A profissional foi escolhida pela mãe da criança, Monique, para apoiar o pequeno durante o divórcio dela com Leniel (pai de Henry) e a mudança da mãe para morar com o vereador, Dr. Jairinho (Solidariedade), no intervalo de 4 meses.

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De acordo com o engenheiro, após o pedido de divórcio feito por Monique, o casal chegou a conversar sobre a necessidade das consultas. Leniel sugeriu uma profissional em Madureira, mas Monique optou por outra, pela proximidade do consultório com o apartamento para onde ela se mudou com Jairinho e o filho em novembro, no condomínio Majestic, na Barra da Tijuca.

Entenda o caso Henry Borel (Foto: Reprodução / Vídeo R7)

Desde o início de fevereiro, Henry havia participado de cinco sessões com a psicóloga. Ele também estava matriculado em uma sala de 15 alunos da Pré-Escola do Colégio Marista São José, que fica a quatro minutos de carro do condomínio, onde frequentou 20 dias de aula. Nesse tempo os funcionários, professores e pais de alunos não chegaram a notar nenhuma anormalidade no comportamento dele.

Entenda o caso

No último fim de semana de vida, Henry foi buscado pelo pai e levado ao apartamento em que moravam juntos, na Estrada do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes. De lá, foram visitar a avó materna do menino, em Bangu. Passaram em uma igreja evangélica, na Barra, e brincaram em um parque de diversões de um shopping, também no Recreio.

Por volta de 19h20 do dia 7, Leniel deixou o filho com Monique. Segundo o depoimento prestado pela professora na 16ª DP (Barra), o menino chegou chorando e, como era de costume quando estava nervoso, vomitou. Para acalmá-lo, ela o levou a uma padaria próxima. Às 20h, já no apartamento, onde também estava Jairinho, Henry tomou banho e foi colocado para dormir na cama do casal.

Henry Borel perdeu a vida no dia 8 de março de 2021 (Foto: Reprodução/ G1)

Aos policiais, Monique contou ter ido assistir a uma série com Jairinho na sala, quando, por volta de 3h30, encontrou o menino caído no chão do quarto, com mãos e pés gelados e olhos revirados. A professora disse acreditar que o filho possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama e se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona.

Vídeo mostra últimas horas do menino com o pai

Um vídeo da câmera de segurança mostra Henry Borel Medeiros, de 4 anos e 10 meses, 11 horas antes de ir para o hospital. Na gravação, ele aparece em uma recreação de Shopping na Barra da Tijuca junto do pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida.

Nas imagens é possível ver que o menino dança, ri e abraça o pai. Logo depois desse momento, a criança foi levada para o condomínio onde a mãe mora. Em entrevista ao RecordNews, o pai disse que aquele era um dos lugares preferidos do filho. Confira o vídeo: