Caso Henry: Polícia Civil conclui inquérito após oito semanas de investigação

Os investigadores indicaram o casal por homicídio com tortura e agora pedem a prisão dos dois. O caso será avaliado pelo Ministério Público

Resumo da Notícia

  • Polícia Civil conclui inquérito do caso Henry após oito semanas de investigação
  • Os investigadores indicaram o casal por homicídio com tortura e agora pedem a prisão dos dois
  • O inquérito será avaliado pelo Ministério Público

A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu na tarde desta segunda-feira, 3 de maio, a investigação envolvendo o assassinato de Henry Borel. A mãe do garoto, Monique Medeiros e o padrasto, o vereador Dr. Jairinho, foram indiciados por homicídio qualificado e tortura, impossibilitando a defesa da vítima.

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Caso Henry: Polícia Civil conclui inquérito após oito semanas de investigação (Foto: Reprodução / Vídeo)

Os investigadores agora pedem pela prisão do casal. O inquérito foi enviado para o Ministério Público, que irá decidir se o casal vai ou não responder pelos crimes. Além do crime envolvendo Henry, Dr. Jairinho também está respondendo por uma série de agressões que cometeu com a filha da ex-namorada.

Em entrevista à UOL, fontes ligadas ao caso confirmaram que o inquérito foi concluído após oito semanas de investigação. Apesar do caso não ter sido solucionado anteriormente, Jairinho e Monique estão presos desde 8 de abril por suspeita de atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas.

Mãe de Henry fala sobre Jairinho em carta à família

Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, de quatro anos, que faleceu no último dia 8 de março, escreveu uma carta para os parentes. A professora está na cadeira há 26 dias após ser presa com o namorado Jairinho, pela investigação da morte do menino.

O Fantástico deste último domingo, 2 de maio, mostrou trechos da carta em que Monique conta sobre o relacionamento com Jairinho. “Meu filho dizia que ele era um homem mau. E eu não acreditei!, escreveu ela em um trecho da carta.

Monique ainda afirmou que a primeira versão, apresentada após a morte do filho foi uma farsa. A professora ainda conta na carta enviada para os pais e o irmão que ‘acreditava cegamente em Jairinho’. “Depois que comecei a transcrever para o papel tudo o que ele fez comigo, em tão pouco tempo, que pude perceber o quanto fui usada, o quanto fui violentada, o quanto me humilhei e me rebaixei para fazer dar certo sobre um relacionamento de um psicopata”, diz outro trecho.

Segundo a professora, Jairinho ‘é um homem ruim, doente e psicopata’. “É triste, mas é verdade. Ele nos convence do contrário”, contou. A mãe de Henry ainda disse que percebeu a ‘relação doentia’ que mantinha. “Hoje, sozinha, tendo vocês e ouvindo mais os detalhes de Deus em minha vida, vejo o quanto tinha um relacionamento doentio. Não sei se um algum dia vou conseguir superar tudo isso”, escreveu.

Na carta, Monique ainda pede ajuda ao pai. “Confie em mim! Eu poupava vocês do que eu vivia, porque eu também não enxergava”, escreveu. Ela ainda relata como está sendo os dias na prisão. “Eu estou sendo apedrejada na cadeia! Todos os dias elas gritam dizendo que vou morrer e que irão me matar, pois acreditam que eu deixava o Jairinho bater no Henry”, escreveu em outro trecho.

Em outra parte da carta, Monique detalha a vida íntima com o namorado, também pontuada por violência. “Ele era viciado em sexo”, afirma. Ela conta também a mudança de comportamento do médico. “Jairinho me disse até que, antes de me conhecer, ele não beijava de língua nem fazia sexo oral. Nem gostava muito de transar, que achava que era assexuado, só tinha prazer em trabalhar e ganhar dinheiro”, lembrou ela. “Depois que começou a namorar comigo, começou a gostar muito e queria transar ilimitadamente”, completou.

Monique diz que as relações sexuais pareciam ‘um ritual’. “Mesmo eu tendo filho, eu tinha que dizer que ele tinha sido meu único homem”, destacou.

O que mudou da primeira versão de Monique até agora:

  • Que o primeiro advogado só aceitaria o caso se eles se unissem e combinassem uma versão inventada;
  • Que ele teria cobrado R$ 2 milhões pela defesa do casal;
  • Que ela não fazia ideia que estava levando o filho morto para o hospital;
  • Que ela tinha passos controlados e era sempre monitorada por orientações do advogado;
  • E relata vários episódios em que foi agredida por Jairinho.