Caso Henry: testemunhas são intimadas a prestar depoimento no Rio de Janeiro

Foram chamadas para a conversa a empregada, uma babá de Henry, os médicos que fizeram o primeiro atendimento e o legista que assinou o laudo de necropsia

Resumo da Notícia

  • Testemunhas são intimadas a prestar depoimento sobre o caso Henry Borel no Rio de Janeiro
  • Foram chamadas para a conversa a empregada, uma babá de Henry, os médicos que fizeram o primeiro atendimento e o legista que assinou o laudo de necropsia
  • O padrasto e a mãe já deram seu depoimento
  • Relembre o caso

Os agentes da delegacia da Barra intimaram neste sábado, 20 de março, as testemunhas que vão prestar depoimento na próxima semana sobre o caso de Henry Borel. Foram chamadas para a conversa a empregada, uma babá de Henry, os médicos que fizeram o primeiro atendimento e o legista que assinou o laudo de necropsia.

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Testemunhas são intimadas a prestar depoimento no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução/ G1)

A polícia encontrou algumas divergências nas versões do depoimento da mãe e do padrasto do garoto, principalmente no que se diz respeito a um barulho ouvido pelos dois e ao possível motivo da morte alegado por eles e, como já era previsto, vai ouvir o depoimento de outras pessoas relacionadas ao caso.

Entenda o caso de Henry

Henry Borel, segundo o G1, não resistiu na madrugada da segunda-feira, 8 de março, na Barra de Tijuca, Zona Oeste do Rio. E o motivo do acontecimento está sendo investigada pela Secretaria de Polícia Civil. No dia, o menino estava na casa da mãe, Monique Medeiros da Costa Almeida, e do padrasto, o vereador Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho (Solidariedade).

O pai de Henry Borel comentou sobre saudades do filho e falta de respostas da polícia (Foto: Reprodução/ G1)

No depoimento à polícia o pai disse que passou o final de semana antes do ocorrido com Henry e o deixou no condomínio onde mora a mãe por volta das 19h de domingo, 7 de março. Segundo ele, os dois passearam em um shopping e assistiram televisão juntos.

Ele ainda contou que às 4h30, quando se preparava para ir a Macaé, onde trabalha, recebeu uma ligação de Monique, pedindo que ele fosse até o Hospital Barra D’Or. O pai disse que ela falou que o menino estava sem respirar. “Meu filho brincou, comeu, se divertiu. Nosso final de semana foi maravilhoso. Poderia falar até perfeito se não fosse o final”, relembrou Leniel.

De acordo com o pai, Monique fez respiração boca-a-boca em Henry até chegarem no hospital. Não só, mas como Jaiminho é médico, perguntaram se ele fez algum procedimento para reanimar a criança, mas segundo Leniel, aparentemente o vereador não fez nada.

Na tarde do mesmo dia, a polícia chegou a fazer uma perícia no apartamento de Monique e Dr. Jairinho. Mas, quando os peritos chegaram, uma funcionária do casal já tinha feito a limpeza do local.

No laudo médico é relatado que a criança já deu entrada no hospital sem vida, sendo a causa uma hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente. A criança apresentava:

  • Múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores;
  • Infiltração hemorrágica na região frontal do crânio, na região parietal direita e occipital, ou seja, na parte da frente, lateral posterior da cabeça;
  • Edemas no encéfalo;
  • Grande quantidade de sangue no abdômen;
  • Contusão no rim à direita;
  • Trauma com contusão pulmonar;
  • Laceração hepática (no fígado);
  • Hemorragia retroperitoneal.