Caso Henry: Um ano após morte de menino, pai ainda mantém quarto intacto

Leniel Borel desabafou sobre como está lidando com a falta do filho, e disse que pensa em montar uma ONG para ajudar crianças que foram vítimas de violência

Resumo da Notícia

  • Hoje completa 1 ano da morte de Henry Borel
  • O pai do menino ainda mantém o quarto do filho intacto
  • Leniel desabafou sobre como está lidando com a perda do filho

Nesta terça-feira completa 1 ano da morte de Henry Borel, o pai até hoje não consegue acreditar no que aconteceu e pede justiça para o filho. Em entrevista ao portal do G1, Leniel Borel contou que mantém o quarto do filho intacto e disse que pensa em montar uma ONG para ajudar crianças que foram vítimas de violência.

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Desde o dia 8 de março de 2021, Leniel admite que morreu um pouco também, e que, inclusive, pensou em tirar a própria vida. Mas a vontade de buscar a verdade sobre o que aconteceu com o filho no apartamento do ex-vereador Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros — acusados da morte do menino — e de vê-los condenados o faz querer ficar vivo e lutar por justiça.

“Já pensei em suicídio. Não é fácil. A vida não tem mais graça e sinto muita falta do meu filho. Mas graças a Deus, Ele tem colocado as pessoas certas na minha vida, minha luta por justiça me motiva todos os dias”, disse Leniel. ”Se eu der cabo da minha vida, não vou ver o meu filho novamente. Isso me tira esses pensamentos.” Leniel contou que se consulta com um psicólogo duas vezes por semana e que vai ao psiquiatra, que lhe prescreve três tipos de remédios controlados para seguir tocando a vida.

Leniel Borel desabafou sobre como está lidando com a perda do filho
Leniel Borel desabafou sobre como está lidando com a perda do filho (Foto: Reprodução/ Instagram)

Leniel Borel recebeu o G1 em seu apartamento no Rio, onde mantém o quarto de Henry intacto, e falou do luto, da luta por justiça, da vontade de montar uma ONG com o nome do filho, e dos percalços em tentar provar a culpa de um dos membros de uma das famílias políticas mais influentes do Rio de Janeiro.

“Não tenho medo de nada porque a coisa mais importante que eu tinha, que era o Henry, já me tiraram. Hoje eu me sinto amputado. Então, agora, você pode me dar um tiro, me mandar para a guerra. Nada disso tem tanto peso como perder um filho. A pior coisa que podia acontecer, já aconteceu, que é perder um filho”, desabafou.